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Brasil tem 20 mil quilômetros de potencial hidroviário, diz Ministério

Atualmente, apenas 5% das cargas do país são movimentadas através de hidrovias, segundo dados do ministério

Por Rodrigo Viga Gaier, da Reuters
Hidrovias são prioridades para gestão do governo federal
Burlier, diretor da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação do ministério, afirmou que o Brasil possui 40 mil quilômetros de rios navegáveis, mas apenas 20 mil quilômetros são explorados comercialmente  • Foto: reprodução/Confederação Nacional do Transporte
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O Brasil tem potencial para explorar mais 20 mil quilômetros de hidrovias e deve realizar no começo de 2026 a primeira concessão de uma delas ao setor privado, o diretor do Ministério de Portos e Aeroportos Otto Burlier, nesta terça-feira (9).

Burlier, diretor da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação do ministério, afirmou em entrevista à Reuters que o Brasil possui 40 mil quilômetros de rios navegáveis, mas apenas 20 mil quilômetros são explorados comercialmente.

"Temos um potencial de crescimento muito grande nos próximos anos", avaliou.

Burlier afirmou que o projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai foi encaminhado ao TCU (Tribunal de Contas da União), última etapa antes da publicação do edital para o leilão.

A Hidrovia do Paraguai, que vai de Corumbá (MS) a Porto Murtinho, na foz do rio Apa, fronteira com Paraguai, tem 600 quilômetros de extensão e fica numa área estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste, importante região produtora de grãos do Brasil.

"Haverá uma cobrança módica, mas o custo do frete vai cair e vai ser bom para todos", disse o diretor do ministério de Portos e Aeroportos. "O Brasil precisa explorar mais esse potencial", adicionou citando que o leilão poderia ocorrer em 2026, ante expectativas anteriores do governo do certame ocorrer no final deste ano.

Dentro desse potencial a ser concessionado pelo governo nos próximos anos, seis hidrovias são apontadas como as mais promissoras: Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Amazonas (Manaus a Barra Norte) e Lagoa Mirim.

Atualmente, apenas 5% das cargas do país são movimentadas através de hidrovias, segundo dados do ministério. A maior parte é movimentada via rodoviária.

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