CNA projeta PIB do agro de 1% para 2026 e alerta para riscos
Seguro rural cobre menos de 5% da área e inadimplência do crédito chega a 11,4%
O agronegócio fechou 2025 com papel decisivo na economia brasileira. Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o setor foi responsável por segurar a inflação — projetada em 4,4% — e impulsionar o PIB do agronegócio, que deve crescer 9,6% neste ano, totalizando R$ 3,13 trilhões. Para 2026, porém, a expectativa é de avanço mais moderado, com alta de 1%.
A avaliação foi apresentada em coletiva nesta terça-feira (9), com participação do presidente da CNA, João Martins, da diretora de Relações Internacionais, Sueme Mori, e do diretor técnico, Bruno Lucchi.
A entidade afirma que, sem o desempenho do campo, o país poderia ter descumprido a meta de inflação, o que manteria a política monetária ainda mais rígida. A taxa Selic permanece em 15% ao ano.
O próximo ano deve ser marcado por desafios fiscais. A CNA projeta 2026 como um período de forte pressão sobre arrecadação e busca de equilíbrio das contas públicas, o que pode exigir novas bases tributárias e maior fiscalização da Receita Federal.
A entidade também alerta para o aumento do endividamento rural e para o baixo alcance do seguro agrícola, que cobriu menos de 5% da área plantada no país. Para a confederação, o crescimento do agro dependerá de medidas que reduzam vulnerabilidades climáticas e financeiras, dando previsibilidade ao produtor.


