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    Vendas no comércio caem 16% no Rio Grande do Sul após fortes chuvas, mostra Cielo

    Setores de vestuário e restaurantes foram os mais afetados; postos de combustível e supermercados registram avanço com temor de desabastecimento

    Pessoas caminham em meio à inundação em Canoas, no Rio Grande do Sul
    Pessoas caminham em meio à inundação em Canoas, no Rio Grande do Sul 05/05/2024 REUTERS/Amanda Perobelli

    Da CNN* São Paulo

    As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul causaram a queda de 15,7% nas vendas do comércio, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), publicados nesta segunda-feira (6).

    O estudo considera os impactos registrados entre terça-feira (30) e domingo (5), em comparação com período similar no ano passado.

    O setor de vestuário foi o mais prejudicado, com perda de 49,5% no faturamento. Na sequência, o segmento de bares e restaurantes registrou recuo de 37,8% no período.

    O levantamento ainda destaca os prejuízos nos setores de móveis, eletros e departamento (-37%), materiais para construção (-36,2%) e drogarias e farmácias (-24,9%).

    Na direção oposta, o ICVA mostrou que dois setores apresentaram avanço em meio ao quadro de urgência meteorológica: postos de combustíveis (33,9%) e
    supermercados e hipermercados (14,6%).

    Estanislau Bassols, presidente da Cielo, destaca que o crescimento dos dois setores é reflexo do temor da população pelo desabastecimento de itens de primeira necessidade e combustíveis.

    Porto Alegre

    A capital Porto Alegre registrou queda maior em comparação ao restante do estado, com recuo de 17,4% no desempenho do varejo.

    Assim como visto entre os outros municípios, vestuário liderou com a maior retração (-53,8%), seguido por bares e restaurantes (-47,4%), móveis, eletros e departamento (-39,4%), materiais para construção (-35,8%) e drogarias e farmácias (-24,2%).

    O salto no faturamento dos segmentos de combustíveis e supermercados foi consideravelmente maior em Porto Alegre em relação ao restante do estado, com alta de 48,4% e 28%, respectivamente.

    “Os números de Porto Alegre são ainda mais emblemáticos, pois a capital foi totalmente afetada pela catástrofe. O cálculo do estado como um todo, ainda que também seja alarmante, envolve cerca de 130 cidades que não foram afetadas diretamente pelas enchentes”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.

    *Publicado por Gabriel Bosa