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    Magalu reduz salário de CEO em 80% e vai emitir dívida para enfrentar COVID-19

    Corte vale para os próximos três meses. Diretores-executivos vão ter salários baixados pela metade

    Magazine Luiza: crise do coronavírus tem 'feições ainda não totalmente conhecidas e não poupa indivíduos, organizações ou economias'
    Magazine Luiza: crise do coronavírus tem 'feições ainda não totalmente conhecidas e não poupa indivíduos, organizações ou economias' Foto: Divulgação

    Luísa Melo

    Do CNN Brasil Business, em São Paulo

    O Magazine Luiza vai reduzir em 80% a remuneração de seu presidente, Frederico Trajano, e também do vice-presidente de operações, Fabrício Bittar Garcia, pelos próximos três meses, informou a empresa ao mercado nesta terça-feira (7). Segundo a varejista, a crise provocada pelo coronavírus gera grande indefinição e, por isso, demanda “um período de austeridade a ser compartilhado por todos.”

    Os salários dos 12 diretores-executivos também serão cortados pela metade, assim como os dos integrantes do Conselho de Administração. Os demais diretores terão os proventos reduzidos em 25%.

    A companhia anunciou ainda que, apesar de ter fechado o ano de 2019 com cerca de R$ 7 bilhões em caixa, vai captar R$ 800 milhões por meio da emissão de debêntures (títulos de dívida) para enfrentar os efeitos da pandemia.

    “Ainda que confortáveis do ponto de vista de liquidez, é dever da liderança preservar ao máximo o caixa da empresa — tanto por não termos uma visão clara da dimensão e da extensão da atual crise, quanto para estarmos financeiramente preparados para a retomada econômica e as oportunidades de negócios que surgirão com ela”, diz o Magalu em nota.

    Todas as cerca de mil lojas do Magazine Luiza estão fechadas desde março em decorrência das medidas de isolamento impostas pela pandemia. Por conta disso, mais de 20 mil funcionários da rede tiveram as férias antecipadas.

    Redução de jornada e suspensão de contratos

    A varejista se comprometeu a honrar o compromisso de não demitir aqueles “que desempenham corretamente suas funções” durante a crise, mas comunicou aos acionistas que “disporá de todos os recursos legais para que isso seja possível.”

    Assim, informou que recorrerá à Medida Provisória (MP) 936/2020, que permite a suspensão de contratos de trabalho por até 60 dias, com pagamento parcial dos salários via seguro-desemprego, e também a redução proporcional de até 70% de jornadas e salários por até três meses. 

    A empresa disse que ainda está analisando, porém, quais recursos da MP serão aplicados e com qual abragência.

    A empresa anunciou também que vai adiar a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2020, antes prevista para 7 de maio, para o final do mês. A postergarção foi autorizada em deliberação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais no Brasil.

    O Magazine Luiza definiu a situação gerada pela pandemia da COVID-19 como “sem precedentes” e 2020 como um um ano “estranho”. Para a varejista, a crise atual tem “feições ainda não totalmente conhecidas e não poupa indivíduos, organizações ou economias”.