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    Ibovespa termina em alta com IPCA-15 e Auxílio Brasil no radar; dólar cai

    Moeda norte-americana fechou em baixa de 0,51%, cotada a R$ 5,565

    Pessoa fotografa painel eletrõnico da B3, em São Paulo
    Pessoa fotografa painel eletrõnico da B3, em São Paulo FILEDIMAGE

    Ligia TuonArtur Nicocelido CNN Brasil Business*

    Com as bolsas de valores americanas fechadas, por conta do feriado de Ação de Graças, as atenções se voltam para o mercado interno nesta quinta-feira (25). O Ibovespa fechou com alta de 1,24%, aos 105.811,25 pontos, se recuperando da queda dos 101 mil pontos na terça-feira (23).

    Já o dólar terminou em baixa de 0,51%, cotado a R$ 5,565 – menor patamar desde o último dia 17 (R$ 5,52) e a maior baixa percentual diária desde 11 de novembro (-1,80%). A moeda norte-americana encerrou com investidores aproveitando para realizar lucros num dia sem grandes catalisadores externos e em meio ao debate sobre o ritmo de aperto monetário no Brasil.

    A Bolsa de Valores refletiu os dados do IPCA-15, prévia da inflação, que subiu 1,17% em novembro, maior variação para um mês de novembro desde 2002, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

    O dado ficou levemente acima da expectativa do mercado, de avanço de 1,13%. Em 12 meses a inflação acumula alta de 10,73%. O índice veio sem grandes novidades. Gasolina, botijão de gás, energia e transporte por aplicativo foram destaques de alta. Já os alimentos desaceleraram.

    Porém, Tatiana Nogueira, economista da XP, afirma que “os itens que repetem a variação da prévia para o IPCA não surpreenderam, com pouca mudança em nossa projeção para o IPCA de novembro em 1,03%. Por enquanto, mantemos estimativa do IPCA em 10,1% em 2021”.

    Auxílio Brasil

    As atenções hoje também se voltaram para a votação da Medida Provisória do Auxílio Brasil na Câmara dos Deputados.

    A medida trata da substituição do Bolsa Família pelo novo programa, que traz incentivos adicionais aos beneficiários, ligados a desempenho educacional, esportes e inserção produtiva.

    A comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação da PEC dos Precatórios para terça-feira que vem (30).

    O parecer do relator Fernando Bezerra (MDB-PE) desagradou senadores. Entre os pontos criticados, está o de prever que só 60% do espaço fiscal aberto seja carimbado para o Auxílio Brasil, o que abre portas para medidas eleitoreiras.

    A principal crítica de economistas está no ponto que prevê mudança na lei de responsabilidade fiscal para permitir que o auxílio seja permanente, mesmo sem indicação de fonte. A avaliação é que o trecho abre brecha para turbinar o programa, sem restrições.

    “Assim, o senado está em via de aprovações importantes até semana que vem”, diz Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos.

    Dólar

    A descompressão nos preços da renda fixa – cujo chacoalhão nos últimos tempos acabou inflamando as altas do dólar- também ajudou a “destravar” certa realização de lucros na taxa de câmbio. Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou que poderia não chancelar os elevados níveis de prêmio vistos na curva de DI, o que trouxe as taxas para baixo.

    De toda forma, o reforço nas últimas semanas das expectativas de aumentos da Selic já oferecia uma boa “blindagem” ao real. A taxa embutida em contratos de taxa de câmbio a termo dólar/real de um ano estava em 11,4% ao ano, contra 8,3% em meados de outubro e 2,4% um ano atrás.

    O que acaba compensando parte desse retorno é a alta volatilidade do real, que no mundo emergente só fica abaixo da atribuída à lira turca. E a piora das perspectivas para a economia é um obstáculo a mais, uma vez que torna o país menos atrativo a investimentos externos.

    Radar corporativo

    “As negociações desta quinta-feira ainda receberam respaldo dos papéis da Petrobras, que operam em forte alta depois que a estatal apresentou um plano de investimentos bilionário para o período entre 2022 e 2026”, declara a Ativa em comunicado divulgado à imprensa.

    A Petrobras anunciou seu plano estratégico, ampliando em 23% investimentos, para valor total de US$ 68 bilhões, o que puxa os papéis para cima, aponta Franchini.

    No fim desta sessão, os papéis da petroleira terminaram em:

    • PETR3 +4,13%
    • PETR4 +4,41%

    Sobe e desce da B3

    veja os principais destaques da sessão desta quinta-feira (25):

    Maiores altas

    • Gol (GOLL4) +9,69%
    • Banco Pan (BPAN4) +8,27%
    • CVC (CVCB3) +6,87%
    • Eztec (EZTC3) +5,57%
    • BTG Pactual (BPAC11) +5,35%

    Maiores baixas

    • Marfrig (MRFG3) -2,86%
    • JBS (JBSS3) -2,45%
    • NotreDame Intermédica (GNDI3) -2,17%
    • Hapvida (HAPV3) -2,08%
    • Natura (NTCO3) -1,99%

    *Com informações de Priscila Yazbek e da Reuters