Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Mercado já aposta em queda de 0,75 ponto na Selic, diz Haddad

    Fala durante participação no programa “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira (2), ministro da Fazenda afirmou que nenhum economista espera a manutenção da taxa de juros

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante a participação no programa “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira (2), que já existe uma ala do mercado financeiro esperando um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, hoje em 13,75%.

    “Estamos em um dia decisivo. Estou falando de mercado, já tem gente apostando em uma queda de 0,75”, afirmou. Um corte desta magnitude vai além do esperando pela maioria dos agentes do mercado, que esperam 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

    A expectativa do próprio Ministério da Fazenda é que o Copom reduza a taxa em 0,5 ponto percentual.

    O ministro da fazenda reforçou também que ninguém espera a manutenção da Selic. “Não existe nenhum economista, pelo menos com reputação, que possa defender a manutenção da taxa”, disse.

    Haddad mencionou o esforço conjunto do governo e Congresso para “arrumar a casa”. “Ao arrumar a casa, tendo esses benefícios, queda da inflação, queda do dólar, tudo isso aponta numa direção técnica de um corte mais consistente”, afirmou se referindo a pautas como marco fiscal, reforma tributária e programas como o Desenrola Brasil.

    Haddad afirmou, ainda, que o atual governo está fazendo uma gestão para que a taxa básica de juros caia efetivamente. Com a Selic a 13,75% ao ano, o juro real brasileiro é o maior do mundo em termos reais.

    Juros reais são aqueles descontados da inflação e a taxa brasileira atualmente está perto dos 10%.

    “Nós temos um espaço para a queda da taxa básica e quando cai a taxa básica de juros — o que certamente vai começar a acontecer hoje — você vai ter uma perspectiva de diminuição do juro futuro, o que implica que as empresas vão começar a captar mais barato e ao final isso vai acabar chegando no consumidor”, explicou Haddad.

    Decisão do Copom

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulga nesta quarta-feira (2) a decisão sobre a taxa básica de juros, em conclusão da reunião iniciada na terça-feira (1º).

    A expectativa tanto de mercado como de governo é que o Comitê promova um corte na taxa atual, de 13,75% ao ano, definida na reunião de agosto, quando foi reajustada em 0,25 ponto percentual. Desde então, o Copom tem decidido pela manutenção da taxa básica de juros, ao longo de sete reuniões seguidas.

    Assim, o patamar de juros no país continua no maior nível desde dezembro de 2016.

    Na última decisão, o comunicado do Copom citou “paciência e serenidade” com a condução da política monetária em relação à inflação.

    “O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”.

    Haddad à CNN: precisamos harmonizar políticas fiscal e monetária