Ações da Petrobras disparam após balanço e com alta do petróleo

Os papéis da estatal figuram entre as maiores altas do Ibovespa desde o início do pregão, em dia que a bolsa opera no vermelho

Diana Ribeiro, da CNN Brasil
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As ações da Petrobras fecharam em forte alta nesta sexta-feira (6), após a estatal reportar um balanço robusto na véspera com fluxo de caixa livre de R$ 19,34 bilhões, enquanto anunciou proposta de remuneração aos acionistas de R$ 8,1 bilhões.

A alta nos preços do petróleo também impulsionam a maior petroleira brasileira no pregão. No exterior, a commodity subiu até 35% na primeira semana de guerra no Oriente Médio.

As ações ordinárias da Petrobras subiram 4,12%, cotado a R$ 45,78. Já as preferenciais avançavam 3,49%, a R$ 42,11 - os papéis da estatal figuraram entre as maiores altas do Ibovespa desde o início do pregão, em dia que a bolsa fechou no vermelho.

Balanço da estatal

A Petrobras encerrou o ano de 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, alta de 201% em comparação com o apurado em 2024, segundo balanço divulgado pela estatal na noite desta quinta-feira (5).

Em 2024, a companhia encerrou o ano com lucro líquido de R$ 36,6 bilhões, recuo de 70,6% em relação a 2023.

A estatal reverteu prejuízo na comparação trimestral, ao anotar R$ 15,6 bilhões de lucro líquido no quarto trimestre. No mesmo período de 2024, a petroleira registrou prejuízo de R$ 17 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia foi de R$ 327,2 bilhões, alta de 11% em comparação com os R$ 214,4 bilhões de 2024.

"O EBITDA foi favorecido por maiores vendas de derivados no mercado interno, com destaque para as vendas de diesel, gasolina e QAV, e pela redução das despesas operacionais, que em 2024 haviam sido impactadas principalmente pelo resultado com abandono de áreas", explica Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da estatal, no informe de resultados.

Ademais, a empresa registrou fluxo de caixa livre de R$ 91,6 bilhões em 2025, queda de 26,1% ante os R$ 124,054 bilhões apurados em 2024.

De acordo com a Petrobras, o "desempenho foi impulsionado principalmente pela excelente performance operacional, com destaque para o aumento de 11% da produção total de óleo e gás no mesmo período".

Disparada do petróleo

Os preços do petróleo dispararam na primeira semana da guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã. Os contratos mais líquidos da commodity dispararam até 35%, à medida que o conflito se estende e a crise na região se agrava.

O barril do petróleo Brent - referência internacional negociado na ICE (International Commodities Exchange) - fechou o dia em alta de 8,52%, cotado a US$ 92,69. Na primeira semana de guerra, o preço acumula ganho de 27,2%.

Enquanto isso, o WTI (West Texas Intermediate), referência dos EUA, encerrou o dia em US$ 90,90, alta de 12,21%. A cifra representa alta semanal de 35,63%, ante o fechamento da última sexta-feira (27), antes de o conflito estourar.

*Com informações da Reuters

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