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Ibovespa fecha em alta de 0,7% com tensão entre EUA e China; dólar cai

Autoridades dos EUA criticaram a expansão dos controles de exportação de terras raras da China como uma ameaça às cadeias globais de oferta

Da CNN Brasil*
Notas de dólar
Notas de dólar  • 10/03/2023REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa
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O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (15) com tendência de baixa em todo o mundo, enquanto o Ibovespa subiu, com o sentimento do mercado enfraquecido pela contínua disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

Os investidores analisaram também os comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, na véspera, em busca de pistas sobre os próximos cortes na taxa de juros, em meio à paralisação do governo dos EUA, que prejudicou a divulgação de dados.

O dólar à vista caiu 0,16%, aos R$ 5,4622 na venda.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, fechou em alta de 0,65%, a 142.603,66 pontos.

No campo doméstico, o avanço dos papéis da Vale e de varejistas impulsionaram os ganhos da Bolsa.

Autoridades dos EUA, incluindo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial, Jamieson Greer, criticaram a expansão dos controles de exportação de terras raras da China como uma ameaça às cadeias globais de oferta.

Greer descreveu os controles de exportação da China como um repúdio total aos acordos comerciais entre os EUA e a China nos últimos seis meses, embora ele e Bessent tenham enfatizado que Washington não quer ampliar o conflito. O presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas à China na semana passada como retaliação.

O Ministério do Comércio da China defendeu seus controles de exportação de minerais de terras raras, apontando para uma série de medidas dos EUA sobre produtos e empresas chinesas e chamando-as de hipócritas.

O índice do dólar, que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas, incluindo o iene e o euro, perdia 0,33%, para 98,74, caminhando para a segunda sessão consecutiva de perdas.

Powell, que em um discurso na terça-feira (14) deixou a porta aberta para cortes nos juros ao dizer que o mercado de trabalho dos EUA continua atolado em um marasmo de poucas contratações e poucas demissões.

Ele disse que a ausência de dados econômicos oficiais devido à paralisação do governo não impede que as autoridades possam avaliar as perspectivas econômicas, pelo menos por enquanto.

Atualmente, os mercados estão precificando um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Fed de 28 e 29 de outubro e outro na reunião seguinte, em dezembro, seguido de mais três cortes no próximo ano, de acordo com dados da LSEG.

*Com informações da Reuters

 

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