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Bolsa e dólar fecham em queda com prévia do PIB e tensão EUA-China

Ibovespa chegou a tocar os 143 mil pontos, mas virou para baixo pressionado por ativos importantes do índice

Da CNN Brasil*
Painel eletrônico na B3, em São Paulo
Painel eletrônico na B3, em São Paulo  • 06/07/2023 REUTERS/Amanda Perobelli
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O Ibovespa e o dólar fecharam em baixa nesta quinta-feira (16), enquanto no Brasil os investidores digeriam, mais cedo, dados de atividade econômica divulgados pelo Banco Central e seguiam de olho nas tensões comerciais entre EUA e China.

O dólar à vista caiu 0,35%, aos R$ 5,4433 na venda.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuou 0,28%, a 142.200,02 pontos.

Vale e Petrobras estiveram entre as maiores pressões negativas, assim como BTG Pactual, enquanto WEG foi um dos contrapesos após comprar o controle de empresa de recarga de carros elétricos.

Internamente, o destaque entre os investidores é a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que subiu 0,4% em agosto ante julho, na série dessazonalizada, menos que o 0,6% projetado por economistas ouvidos pela Reuters.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,1%, enquanto no acumulado em 12 meses registrou um ganho de 3,2%, de acordo com números não dessazonalizados.

O resultado abaixo do esperado, na visão de alguns analistas, sugere continuidade da desaceleração da economia -- algo que está de acordo com o cenário base do próprio BC.

Ainda assim, o discurso de autoridades da autarquia sobre a taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano, segue cauteloso.

Em evento do UBS BB nesta quinta-feira, em Washington, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, afirmou que os dirigentes da instituição compreendem que a política monetária atual está mais restritiva do que em ciclos anteriores, e desejam que ela permaneça assim.

"Nós acreditamos que estamos mais restritivos do que em ciclos anteriores... e queremos continuar assim, e ver os efeitos defasados na economia. Esta é a fase em que estamos agora", comentou.

No mercado de câmbio, a avaliação é de que a perspectiva de mais cortes de juros nos EUA, com manutenção da Selic em 15%, segue favorecendo o fluxo de dólares para o Brasil.

No exterior, a China acusou os EUA de alimentar o pânico em relação aos seus controles de terras raras e disse que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, fez comentários "grosseiramente distorcidos" sobre um importante negociador comercial chinês, rejeitando um pedido da Casa Branca para reverter as restrições.

"A linha dominante da história ainda são as tensões comerciais entre os EUA e a China", disse Matt Weller, chefe de pesquisa de mercado da StoneX.

"Parece que a China está aumentando a pressão antes da esperada reunião entre o presidente Xi Jinping e o presidente Donald Trump no final do mês. A principal questão é se isso é apenas uma tentativa de obter alguma vantagem nas negociações ou se a China está pronta para se dissociar de forma mais significativa."

O diretor do Federal Reserve Christopher Waller disse que está de acordo com outro corte na taxa de juros na reunião de política monetária do banco central dos EUA neste mês, devido às leituras mistas sobre a situação do mercado de trabalho.

*Com informações da Reuters

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