Ouro e Ibovespa lideram valorização em novembro; bitcoin despenca
Metal precioso também lidera retornos no ano e em 12 meses, em meio busca de segurança dos investidors

As aplicações em outro e no Ibovespa trouxeram os melhores retornos aos investidores em novembro, enquanto aportes em bitcoin tiveram o pior resultado em 13 opções listadas, segundo dados da consultoria Elos Ayta, publicado nesta sexta-feira (28), após o fechamento do mercado.
O metal precioso — que acumula uma série de renovações da máxima neste ano — voltou a liderar, com avanço de 6,49% no mês, com fechamento em US$ 4.254,90 na sessão.
O ouro é líder absoluto também no acumulado de 2025 (+61,14%) e em 12 meses (59,45%), em meio à busca de maior segurança dos investidores.
A segunda posição do mês ficou com o Ibovespa, com avanço de 6,37%, refletindo a série de máximas históricas que levaram ao fechamento inédito acima dos 159 mil pontos na sessão desta sexta-feira.
No acumulado do ano, o principal índice do mercado brasileiro ficou na 3ª colocação (+32,25%), e assume a segunda colocação em 12 meses (+26,58%).
O pódio dos maiores retorno em novembro é completado pelas small caps — ações de empresas com menor valor de mercado —, com alta de 6,03% no mês.
Já na parcial de 2025, as ações ocupam a segunda maior alta, de 35,56%. Em 12 meses, small caps têm o terceiro melhor desempenho, com valorização de 24,94%.
Bitcoin desaba
Na outra ponta, o bitcoin amarga a última colocação em todos os recortes. A queda da cripto, que neste ano chegou a bater a valorização recorde de US$ 126 mil, se acentuou nas últimas semanas na carona da aversão a ações de tecnologia.
A cripto é negociada ao redor de US$ 90 mil nesta sexta-feira, cotação mais baixa desde abril.
A fuga dos investidores ocorre em meio ao crescente temor de bolha no segmento de inteligência artificial, apesar de resultados da Nvidia publicados na semana passada terem aliviado parte da tensão.
Os números mostram que o bitcoin perdeu 17,71% em novembro, de longe o pior desempenho entre as 13 opções. Para comparação, o segundo maior retorno negativo ficou com BDRX — índice que acompanha papéis de empresas estrangeiras negociados na B3 —, de 2,41%.
Já na parcial de 2025, o BTC perdeu 16,97%, enquanto no acumulado de 12 meses o desempenho é negativo em 15,96%.


