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    Ibovespa fecha acima de 102 mil pontos com commodities; dólar fecha em R$ 5,16 com EUA

    Principal índice da B3 encerrou em alta de 1,14%; moeda norte-americana desvalorizou 1,66%

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business*

    em São Paulo

    O dólar fechou em queda de 1,66%, a R$ 5,162, nesta quinta-feira (28), refletindo uma redução da aversão a riscos do mercado enquanto investidores avaliaram quais serão os próximos passos do Federal Reserve no ciclo de alta de juros dos Estados Unidos.

    Nesta sessão, a moeda norte-americana teve o menor valor desde 21 de junho, quando ficou a R$ 5,153. Essa também foi a quarta queda diária seguida, acumulando uma perda de 6,1%.

    O Ibovespa, por sua vez, subiu 1,14%, aos 102.596,66 pontos, no maior valor desde 15 de junho (102.807 pontos). O índice chegou a ser prejudicado pela queda de ações que acompanharam um dia negativo nas bolsas norte-americanas após a divulgação do PIB do país. Entretanto, foi ajudado pela alta em ações ligadas a commodities, como Petrobras e Vale, que seguem a valorização dos preços do minério de ferro e petróleo.

    Os papéis da Petrobras encerram em alta aproximadamente 3% também apoiados nas expectativas dos resultados financeiros da empresa, com intensificação da alta após o anúncio de um pagamento recorde de dividendos referentes ao segundo trimestre.

    Na quarta-feira (27), o dólar caiu 1,92%, a R$ 5,249, no menor valor desde 30 de junho. Já o Ibovespa teve alta de 1,67%, aos 101.437,96 pontos.

    Estados Unidos

    O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou 0,9% no segundo trimestre, fazendo com que o país entre na chamada recessão técnica. O resultado, que surpreendeu o mercado e contrariou a projeção de crescimento de 0,5%, reforça apostas em uma política monetária menos dura por parte do Fed, o que é positivo para o mercado.

    Na véspera, o banco central elevou os juros em 0,75 ponto percentual, mas o presidente da autarquia, Jerome Powell, sinalizou que pode realizar altas menores nas próximas reuniões conforme a economia dá os primeiros indícios de uma contração.

    O movimento do Fed foi bem recebido pelo mercado, aumentando otimismo e ajudando mercados como o brasileiro, mas a autarquia também apontou que pode manter os aumentos maiores dependendo dos próximos dados da economia norte-americana.

    Sentimento global

    A forte aversão global a riscos dos investidores, desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, aliviou nos últimos dias, refletindo a expectativa de um ciclo de alta de juros menos agressivo nos Estados Unidos.

    O processo de elevação da taxa norte-americana continuou em julho com uma nova alta de 0,75 ponto percentual. Entretanto, o Federal Reserve sinalizou que pode realizar altas menores conforme a economia do país já dá sinais de desaceleração, buscando evitar uma recessão.

    Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados de títulos e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

    Os investidores monitora ainda a situação da economia da China, que também dá sinais de desaceleração ligados a uma série de lockdowns em cidades relevantes. A expectativa é que o governo chinês intensifique um esforço para estimular a economia, o que deve ajudar a manter uma demanda alta por commodities.

    No cenário doméstico, a PEC dos Benefícios, que cria ou expande benefícios sociais com custo estimado em R$ 41 bilhões, foi mal recebida pelo mercado, já que reforça o risco fiscal ao trazer novos gastos acima do teto.

    O Ibovespa e o real foram prejudicados pelo cenário, mas um aparente otimismo maior no mercado tem permitido uma recuperação, mesmo que distante dos níveis do primeiro trimestre de 2022, quando foram beneficiados pelo cenário internacional.

    Sobe e desce da B3

    Veja os principais destaques do pregão desta quinta-feira:

    Maiores altas

    • Qualicorp (QUAL3) +7,65%;
    • Grupo Natura (NTCO30 +6%;
    • Petz (PETZ3) +4,75%;
    • Hapvida (HAPV3) +4,61%;
    • Eztec (EZTC3) +4,48%

    Maiores baixas

    • Marfrig (MRFG3) -4,76%;
    • Gol (GOLL4) -4,65%;
    • JBS (JBSS3) -3,32%;
    • Energias (ENBR3) -3,22%;
    • Minerva (BEEF3) -2,50%

     

    *Com informações da Reuters