Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Mesmo que não-oficial, recessão já é uma realidade para os EUA, dizem analistas

    Embora dois trimestres consecutivos de números negativos sejam o entendimento comum de uma recessão, essa não é a definição oficial, analisam especialistas consultados

    "Americanos estão se preparando para o fato de já estarmos em recessão agora ou de que estarmos em uma em breve", disse especialista
    "Americanos estão se preparando para o fato de já estarmos em recessão agora ou de que estarmos em uma em breve", disse especialista 11/06/2020. REUTERS/Mario Anzuoni

    Paul R. La Monicado CNN Business

    em Nova York

    Os Estados Unidos estão caminhando para uma recessão? Ou a economia já está em uma? Isso – quase – não importa.

    Para muitos americanos, já parece uma recessão. Preços em alta para, bem, quase tudo, tornam mais difícil pagar as despesas diárias e contas mensais.

    O mercado de ações despencou este ano. As vendas de casas começaram a cair. A confiança do consumidor é baixa.

    “As pessoas estão se preparando para o fato de que já estamos em recessão agora ou que há uma grande probabilidade de estarmos em uma em breve”, disse Hady Farag, sócio e diretor associado do Boston Consulting Group.

    O Federal Reserve manteve os temores da inflação em mente enquanto tentava equilibrar os aumentos agressivos das taxas com as preocupações de que um aperto excessivo destruiria o crescimento.

    O Fed elevou as taxas na última quarta-feira (27) em mais três quartos de ponto percentual, após um movimento similarmente grande em junho.

    “A palavra recessão está lançando uma longa sombra sobre os mercados, mas, de certa forma, a única maneira de sair desse ambiente inflacionário é os bancos centrais desencadearem essa recessão”, disse Mabrouk Chetouane, chefe de estratégia de mercado global da Natixis Investment Managers Solutions. em um relatório deste mês.

    Com isso em mente, os investidores precisam se preparar para a desaceleração que já parece estar em andamento, e os formuladores de políticas precisam se preparar para a desaceleração do crescimento… ou pior.

    A economia dos EUA encolheu no primeiro trimestre e também no segundo trimestre do ano.

    Embora dois trimestres consecutivos de números negativos sejam o entendimento comum de uma recessão, essa não é a definição oficial.

    Um grupo chamado National Bureau of Economic Research é encarregado de declarar oficialmente o início e o fim das crises econômicas – e o NBER tende a esperar vários meses antes de tomar qualquer decisão sobre as datas da recessão.

    A secretária do Tesouro Janet Yellen disse em uma entrevista que foi ao ar no domingo no programa “Meet the Press” da NBC que uma recessão é “uma contração ampla na economia que afeta muitos setores” e acrescentou que ela ficaria “surpresa” se o NBER dizer que a economia está agora em recessão.

    Mas você provavelmente pode esperar muitas manchetes e conversas políticas nesta semana sobre uma recessão por causa do relatório do PIB divulgado nesta quinta-feira.

    Nem todas as recessões são iguais

    “A recessão não é nosso caso base. Continuamos esperando que a economia desacelere significativamente, mas evite uma recessão em 2022”, disse Katie Nixon, diretora de investimentos da Northern Trust Wealth Management, em um relatório recente.

    Mas ela acrescentou que “ainda é possível que a definição técnica de recessão possa ser cumprida”.

    Farag, do Boston Consulting Group, também apontou que, mesmo que a economia já tenha entrado em recessão, isso não significa que uma recessão será tão longa e dolorosa quanto algumas recessões anteriores.

    Ele disse que a maioria dos investidores não parece estar esperando uma repetição do início dos anos 1980 ou outra Grande Recessão como 2008.

    “Não há duas recessões iguais. Não acho que as pessoas estejam profundamente preocupadas com uma grande recessão ou uma estagnação maciça”, disse ele.

    Também vale lembrar que, se houver uma recessão, o Fed poderá reverter o curso rapidamente e começar a cortar as taxas novamente para tentar reiniciar a economia.

    Foi exatamente isso que o banco central fez depois de uma série de aumentos de juros em 1999 e no início de 2000, justamente quando o boom das pontocom estava falindo.

    Mas quando a economia entrou em recessão em 2001, o Fed cortou as taxas 11 vezes naquele ano.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original