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    Metrô de Belo Horizonte é concedido em leilão com lance único e 33% de ágio

    Comporte Participações, empresa vitoriosa, será responsável pela gestão, manutenção e expansão da rede na região metropolitana, formada atualmente por apenas uma linha

    Juliana Eliasdo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    Em um leilão com lance único, a Comporte Participações arrematou, nesta quinta-feira (22), a concessão do Metrô de Belo Horizonte, realizada no início da tarde na sede da B3, em São Paulo.

    A Comporte, companhia de concessões rodoviárias, ofereceu R$ 25.755.11 pelo bloco, valor 33% acima do lance mínimo, que estava estipulado em R$ 19.324.304,67.

    O contrato passa a gestão da rede para a concessionária pelos próximos 30 anos, além de prever a manutenção e extensão das linhas.

    Os investimentos projetados somam R$ 3,7 bilhões ao longo do período, o que inclui R$ 3,2 bilhões de recursos públicos – R$ 2,8 bilhões deverão ser aportados pelo governo federal e cerca de R$ 440 milhões pelo governo mineiro.

    A verba a ser alocada pelo governo de Minas Gerais vem integralmente das indenizações pagas pela Vale após os acordos de reparação ao estado por conta do rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019.

    O Termo de Reparação assinado entre as partes previu, além de investimentos e suporte financeiro às vítimas e à cidade do acidente, o aporte da mineradora a ser destinado para as obras do metrô da capital.

    Linha parada desde 2004

    Atualmente, a região metropolitana de Belo Horizonte possui apenas uma linha de metrô em operação, a Linha 1, que conta com 19 estações e 28,1 quilômetros de extensão entre Belo Horizonte e Contagem. Pelo edital, a nova concessionária deverá revitalizar esta linha e adicionar uma nova estação e ela, em Novo Eldorado, em Contagem.

    Caberá à empresa, também, realizar as obras da Linha 2, que prevê 10,5 quilômetros de extensão e sete novas estações, ligando Calafate ao Barreiro.

    De acordo com informações da agência de notícias do governo de Minas Gerais, a segunda linha chegou a ser planejada e ter suas obras iniciadas ainda em 2008, mas foi paralisada em 2004 sem ter ainda sido inaugurado.

    O leilão contou com a presença do governador de Minas, Romeu Zema, além ministro da Economia em exercício, Marcelo Pacheco dos Guaranys, e de Gustavo Montezando, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos responsáveis pela elaboração do projeto de concessão.