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    Ministério de Minas e Energia comunica Petrobras que indicará Prates para presidência

    Senador havia participado de reuniões com alto escalão da estatal

    Pedro Duranda CNN

    em São Paulo

    O Ministério de Minas e Energia enviou, nesta terça-feira (3), um comunicado para o Conselho de Administração da Petrobras informando que o senador Jean Paul Prates (PT) será indicado para assumir o comando da petrolífera.

    A indicação formal, no entanto, não foi oficializada ainda. Segundo a pasta, ela depende de ‘trâmites na Casa Civil da Presidência da República’.

    Senador pelo Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates já tinha sido escolhido para assumir o comando da Petrobras.

    Ele inclusive participou de pelo menos três reuniões com o alto escalão da estatal com a presença do atual presidente, Caio Mario Paes de Andrade, que não só já sabe que está de saída da companhia, como aceitou o convite para integrar o primeiro escalão do governador Tarcísio Freitas (Republicanos), em São Paulo.

    A troca, no entanto, não é simples. Precisa necessariamente da checagem de antecedentes de Prates e duas eleições: uma para conduzi-lo oficialmente ao cargo de conselheiro da petrolífera e outra para torná-lo presidente.

    Para que isso aconteça, há dois caminhos possíveis: a convocação de uma Assembleia-Geral Extraordinária – que precisa ser comunicada aos acionistas com 30 dias de antecedência – ou a renúncia de Paes de Andrade.

    Caso o atual presidente renuncie, o próprio Conselho de Administração pode escolher Prates como substituto para a cadeira.

    O problema é que, dos dez membros que restariam com a saída dele, metade passou a integrar o colegiado durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), incluindo o presidente Gileno Gurjão Barreto, que foi subordinado de Andrade na Secretaria de Desburocratização.

    O convite aceito por Paes de Andrade foi para comandar a Secretaria de Gestão e Governo Digital no estado de São Paulo, criando uma plataforma semelhante ao gov.br idealizada por ele na esfera federal.

    Interlocutores de Tarcísio disseram à CNN que não há plano B e, portanto, o governador estaria disposto a esperar o tempo que fosse necessário para que Paes de Andrade se mudasse para a capital paulista e assumisse o posto.

    A CNN também apurou que, mesmo antes de sua oficialização no cargo, pessoas que devem integrar a equipe dele já estão representando o futuro secretário em reuniões e começando os trabalhos.

    A sucessão com renúncia, num processo acelerado, não seria novidade para a companhia. Foi assim que o ex-presidente José Mauro Coelho deu lugar a Caio Mário Paes de Andrade no comando da petrolífera.

    Demissionário, Coelho passou um mês comandando a Petrobras até que de fato apresentasse sua renúncia, deixando o posto com um interino até o fim dos trâmites. O primeiro teve o aviso de sua demissão no último dia 23 maio e o segundo só assumiu a companhia em 28 de junho.

    Oficialmente, a Petrobras ainda não se manifestou sobre o comunicado. Conselheiros ouvidos pela CNN disseram não terem tido acesso ao documento.

    O Ministério de Minas e Energia não informou uma data para quando a iniciação formal será feita. Caio Mário Paes de Andrade e Jean Paul Prates também não retornaram os contatos da reportagem até a última atualização desta matéria.