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    Moody’s corta perspectiva de crédito da China para negativa por riscos imobiliários e crescimento menor

    Foi a primeira mudança de visão da agência sobre a China desde 2017

    A maioria dos analistas acredita que a economia está no caminho certo para atingir a meta de crescimento anual do governo de cerca de 5% este ano
    A maioria dos analistas acredita que a economia está no caminho certo para atingir a meta de crescimento anual do governo de cerca de 5% este ano 24/11/2014. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

    da Reuters

    A agência de classificação de risco Moody’s cortou nesta terça-feira (5) a perspectiva do rating da China de estável para negativa, citando crescimento econômico menor no médio prazo e riscos de uma grande correção no vasto setor imobiliário do país.

    O rebaixamento reflete as evidências crescentes de que as autoridades terão de fornecer suporte financeiro aos governos locais e às empresas estatais, o que representa um amplo risco para a força fiscal, econômica e institucional da China, disse a Moody’s em comunicado.

    “A mudança na perspectiva também reflete o aumento dos riscos relacionados ao crescimento econômico de médio prazo estrutural e persistentemente menor e à redução contínua do setor imobiliário”, disse a Moody’s.

    O movimento da Moody’s foi a primeira mudança em sua visão da China desde que cortou sua recomendação em um nível, para A1, em 2017, citando também expectativas de desaceleração do crescimento e aumento da dívida.

     

     

    Embora a Moody’s tenha afirmado os ratings A1 de longo prazo da China nesta terça-feira, ela disse que espera que o crescimento anual do PIB do país desacelere para 4,0% em 2024 e 2025, e para uma média de 3,8% de 2026 a 2030.

    A maioria dos analistas acredita que a economia está no caminho certo para atingir a meta de crescimento anual do governo de cerca de 5% este ano, mas a atividade é altamente desigual.

    A segunda maior economia do mundo tem lutado para garantir uma forte recuperação pós-Covid, uma vez que o aprofundamento da crise no mercado imobiliário, os riscos da dívida dos governos locais, o crescimento global lento e as tensões geopolíticas prejudicaram o ímpeto. Uma enxurrada de medidas de apoio se mostrou apenas modestamente benéfica, aumentando a pressão sobre as autoridades para implementarem mais estímulos.

    O Ministério das Finanças da China disse que ficou desapontado com a decisão da Moody’s, acrescentando que a economia manterá sua recuperação e tendência positiva. Também afirmou que os riscos relacionados ao setor imobiliário e aos governos locais são controláveis.

    “As preocupações da Moody’s sobre as perspectivas de crescimento econômico da China, sustentabilidade fiscal e outros aspectos são desnecessárias”, disse o ministério.

    Veja também: PIB do 3º tri deve marcar desaceleração da economia