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    No Rio, Prates participará de reunião da Petrobras mas quer posse solene só em abril

    Meta do petista é reformar o Conselho e trocar os diretores em menos de 3 meses

    Senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado como novo presidente da Petrobras pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado como novo presidente da Petrobras pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Roque de Sá/Agência Senado

    Pedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

    Na tarde de quarta-feira (25), o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Gileno Barreto, convidou o indicado pra assumir a companhia para estar na reunião que selará sua posse.

    Jean Paul Prates, senador do Rio Grande do Norte pelo PT, já está na cidade e irá ao prédio da companhia, no centro do Rio de Janeiro, para entrar na reunião assim que tiver o nome aceito pelos conselheiros.

    O convite de Barreto, indicado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), é mais um indicativo de que a chegada de Prates, indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não deve ter resistências internas.

    A CNN já havia noticiado que Prates teve o aval do departamento de compliance da Petrobras. Sem processos na Justiça e com currículo compatível com a função, o ex-senador recebeu orientações da estatal.

    Entre elas foi orientado a renunciar do mandato, que terminaria na semana que vem. As empresas do político também não poderão fazer negócios com a Petrobras, pra que não haja conflito de interesses.

    O indicado pelo PT, no entanto, não quer solenidade de posse imediata.

    A CNN apurou com interlocutores de Prates que ele quer fazer uma cerimônia solene só no mês de abril, depois da realização da Assembleia Geral Ordinária, da troca dos conselheiros indicados pela União e também dos diretores.

    A Petrobras tem hoje oito diretores. A expectativa de fontes que acompanham o assunto é que pelo menos metade deles seja substituída.

    Diferentemente dos atuais conselheiros, que se hospedaram no luxuoso hotel Fairmont, em Copacabana, Prates preferiu ficar na casa da família dele, na região central da capital fluminense, mais próxima inclusive da nova sede da estatal, onde a reunião que deve integra-lo ao conselho acontecerá.

    A reunião do Conselho de Administração da Petrobras está marcada para as 9h da manhã e pode se arrastar até o fim da tarde. A eleição de Prates como conselheiro e, posteriormente, como presidente, deve ser feira ainda no fim da manhã, pela estimativa dos conselheiros.

    Quatro horas antes da reunião começar, Jean Paul Prates não será mais senador. Ele já entregou sua carta de renúncia e o mandato terminará às 5h da manhã, uma semana antes da chegada de seu substituto eleito pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho (PL).

    Pra selar sua entrada na petrolífera e pacificar o clima interno, ao longo do mês de janeiro, Jean Paul Prates conversou com os dez conselheiros remanescentes depois da saída do ex-presidente Caio Mário Paes de Andrade.

    Ele terá inicialmente como pares quatro representantes dos acionistas minoritários, uma representante dos trabalhadores e cinco indicados pela gestão Bolsonaro.

    Herdará ainda um time de oito diretores composto majoritariamente por pessoas que tiveram parte da carreira dentro da petrolífera ou no setor.

    Uma das exceções é Salvador Dahan, diretor de Governança e Conformidade, que tem passagens por empresas como Gerdau e Nissan.

    O “xerife” da Petrobras tem mandato de dois anos, que termina em maio. É dele o parecer que dá aval a Prates.

    Há grande expectativa por parte do alto escalão da companhia pra saber o que a gestão do PT fará com o detentor do posto que tem como objetivo assegurar a transparência e combater a corrupção da porta pra dentro da Petrobras.

    Ao assumir, em tendo o nome confirmado, Prates substituirá João Henrique Rittershaussen, diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, tido como “prata da casa”, pois atua na empresa há mais de 30 anos e foi escolhido pelo Conselho pra assumir interinamente a petrolífera com a saída de Paes de Andrade no início do mês.

    O salário de presidente da Petrobras gira em torno de R$115 mil. Isso garantirá a Prates um dos melhores holerites dos indicados por Lula. Ele receberá mais que os ministros de estado e que o próprio presidente.