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    Organizações do governo alemão terão que fechar suas páginas no Facebook

    Após o comissário de proteção de dados do país descobrir que a rede social não mudou suas práticas para cumprir as leis de privacidade da Alemanha e da UE

    Foto: Dado Ruvic - 25.mar.2020 / Reuters

    Por Thomas Escritt, da Reuters

    Organizações do governo alemão têm até o fim do ano para fechar suas páginas de Facebook, após o comissário de proteção de dados do país descobrir que a rede social não mudou suas práticas para cumprir as leis de privacidade da Alemanha e da União Europeia.

    Em uma carta para agências e departamentos do governo no começo deste mês, o comissário Ulrich Kelber disse que o Facebook não havia oferecido uma maneira para que instituições administrassem páginas, às quais os usuários se inscrevem clicando em “like”, em conformidade com a UE.

    Kelber acrescentou que os aplicativos Clubhouse, TikTok e o Instagram, também do Facebook, parecem ter deficiências semelhantes e recomendou que as organizações do governo parem de usá-los até que seu inquérito seja concluído.

    Representantes de Facebook, Clubhouse e TikTok não responderam a pedidos de comentários.

    A página oficial de Facebook do governo alemão tem mais de um milhão de seguidores, e a plataforma tem sido uma ferramenta cada vez mais importante para alcançar cidadãos que atualmente são menos propensos a acompanhar veículos de imprensa de massa, nos quais o governo coloca suas propagandas.

    Kelber afirmou que é impossível administrar uma página de uma maneira em que os dados pessoais dos seguidores não sejam transmitidos aos Estados Unidos. Sob a lei europeia, dados pessoais podem deixar os países do bloco apenas para uma jurisdição que tenha regras tão rígidas de proteção de dados, o que não é o caso dos EUA.

    “Devido à contínua violação da proteção de dados pessoais, não há tempo a perder”, escreveu Kelber às organizações do governo alemão. “Se você tiver uma página, recomendo com veemência que ela seja desativada até o fim do ano.”