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    Órgão regulador dos EUA acusa Amazon de não garantir segurança de trabalhadores 

    Departamento do Trabalho emitiu alerta de perigo sobre riscos de lesões por carregamento de pacotes em três depósitos americanos

    Catherine Thorbeckeda CNN

    A Amazon foi acusada por reguladores federais de segurança de não manter trabalhadores protegidos contra riscos no local de trabalho em três instalações dos Estados Unidos, no exemplo mais recente de funcionários do governo examinando as práticas trabalhistas da gigante do comércio eletrônico.

    O Departamento do Trabalho dos EUA (DOL, na sigla em inglês) disse nesta quarta-feira (18) que sua Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) citou a Amazon e emitiu alerta de perigo relacionados a riscos de lesões de trabalhadores que carregam pacotes, após inspecionar três depósitos: em Deltona, Flórida; Waukegan, Illinois; e New Windsor, Nova York.

    “Cada uma dessas inspeções encontrou processos de trabalho projetados para velocidade, mas não segurança, e resultaram em sérios ferimentos aos trabalhadores”, disse Doug Park, secretário adjunto do trabalho da OSHA, em comunicado na quarta-feira.

    “Embora a Amazon tenha desenvolvido sistemas impressionantes para garantir que os pedidos de seus clientes sejam enviados com eficiência e rapidez, a empresa não demonstrou o mesmo nível de compromisso em proteger a segurança e o bem-estar de seus funcionários”, acrescentou Parker.

    O DOL disse que os investigadores da OSHA descobriram que os trabalhadores do depósito da Amazon correm maior risco de lesões lombares e outros distúrbios musculoesqueléticos relacionados à alta frequência com que são obrigados a levantar pacotes, o peso desses itens, posturas inadequadas exigidas durante o levantamento, e as longas horas necessárias para concluir as tarefas atribuídas.

    A agência disse que a Amazon enfrenta um total de US$ 60.269 em penalidades propostas.

    Um porta-voz da Amazon disse que a empresa discorda “fortemente” das alegações da OSHA e pretende apelar.

    “Cooperamos totalmente e as alegações do governo não refletem a realidade da segurança em nossos locais”, disse Kelly Nantel, porta-voz da Amazon, à CNN em um comunicado na quarta-feira. “Nos últimos meses, demonstramos até que ponto trabalhamos todos os dias para mitigar riscos e proteger nosso pessoal, e nossos dados disponíveis publicamente mostram que reduzimos as taxas de lesões em quase 15% entre 2019 e 2021.”

    Nantel disse que a empresa espera compartilhar mais informações durante o processo de apelação “sobre as inúmeras inovações de segurança, melhorias de processo e investimentos que estamos fazendo para reduzir ainda mais as lesões”.

    A empresa disse que tomou uma série de medidas para reduzir o risco de lesões, incluindo a introdução de grupos de alongamento, lembrando os trabalhadores de fazer pausas e alternar os trabalhos. Mas a Amazon também é conhecida por rastrear cuidadosamente a produtividade dos funcionários e pelas condições de trabalho que foram chamadas de “extenuantes”.

    “Temos que acompanhar o ritmo”, disse Jennifer Bates, funcionária do depósito da Amazon que ajudou a organizar uma campanha sindical em uma instalação do Alabama, em depoimento perante o Comitê de Orçamento do Senado em 2021. “Meu dia de trabalho parece uma intensa jornada de nove horas, treino todos os dias. E eles rastreiam cada movimento nosso.

    Um estudo publicado no ano passado por uma coalizão de sindicatos descobriu que a taxa de ferimentos graves em 2021 em depósitos da Amazon nos EUA foi duas vezes maior do que em outros fora da empresa.

    Na época, a Amazon disse que ela e outras empresas “viram um aumento nas lesões registráveis durante esse período de 2020 a 2021, pois treinamos tantas pessoas novas” para atender à demanda no início da pandemia.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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