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    Para Guedes, mercado está equivocado com queda nas ações da Petrobras

    Ministro negou ainda ser responsável por tratar sobre a política de preços da Petrobras

    Fernando Nakagawado CNN Brasil Business*

    Enviado especial a Davos

    Um dia após a demissão de José Mauro Ferreira Coelho da presidência da Petrobras, o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, comentou sobre a mudança no comando da estatal.

    Questionado se a queda nos preços das ações mostra que o mercado está equivocado, Guedes respondeu: “certamente”.

    As ações da Petrobras operaram em queda nesta terça-feira (24) na bolsa de valores brasileira, após o anúncio do governo federal de mais uma troca na presidência da estatal.

    A ação preferencial da companhia (PETR4) encerrou com baixa de 2,92%, cotada a R$ 31,60, após tombar mais de 4,5% ao longo do dia. Já o papel ordinário (PETR3) desvalorizou 2,85%, encerrando a R$ 34,40. Pela manhã, recuou cerca de 4%.

    Guedes negou ainda ser responsável por tratar sobre a política de preços da Petrobras.

    “O presidente indica o ministro. O ministro indica o conselho. O conselho indica o CEO e a diretoria. E o CEO e a diretoria é que falam de política de preços na Petrobras. Não sou eu. É o ministro Sachsida”, afirmou o ministro, que participa de um jantar promovido pelo Fórum Econômico Mundial.

    Troca de comando

    Na noite de segunda-feira (24), o governo federal anunciou mais uma troca na presidência da Petrobras.  O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o nome indicado para assumir o cargo é o de Caio Mário Paes de Andrade, da Secretária Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, onde é responsável pela plataforma gov.br.

    José Mauro Ferreira Coelho havia assumido a presidência da estatal no mês passado, substituindo o general Joaquim Silva e Luna.

    A eleição e a posse de Caio Paes de Andrade na presidência da Petrobras não deve se concretizar antes do fim de junho. Fontes do alto escalão da companhia ouvidos pela CNN avaliam que o processo pode levar cerca de 45 dias. A estimativa considera o prazo legal de 30 dias para realização da Assembleia Geral de Acionistas após a convocação oficial da estatal.

    *Publicado por Thâmara Kaoru