Petrobras diz estar preparada para oscilações do petróleo no Oriente Médio

Com petróleo volátil após tensões no Oriente Médio, Magda Chambriard afirma manter estratégia para enfrentar qualquer cenário

Robson Rodrigues, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia está preparada para enfrentar diferentes cenários de preço do petróleo em meio à crescente instabilidade geopolítica provocada pelos conflitos no Oriente Médio, incluindo as tensões entre Estados Unidos e Irã.

A executiva destacou que a estratégia da empresa é manter disciplina financeira e resiliência operacional independentemente das oscilações da commodity no mercado internacional.

“Sem dúvida nenhuma estamos vivendo um momento de alta instabilidade geopolítica, e nossa preocupação é deixar a empresa preparada para qualquer cenário que ocorra em relação ao preço do petróleo”, afirmou em teleconferência com acionistas e investidores.

Segundo Chambriard, a Petrobras precisa estar preparada tanto para cenários de preços elevados quanto para quedas significativas da commodity. “Se ele for US$ 85 por barril, nós temos que estar preparados. Se for US$ 55 o barril, temos que estar igualmente preparados”, disse.

A executiva ressaltou que se a escalada do preço do barril persistir vai exigir respostas mais rápidas. “Mas não temos certeza desta premissa”, frisa.

Ela lembrou que, ao longo de 2025, o preço do petróleo apresentou forte volatilidade. O ano começou com a commodity acima de US$ 80 por barril, mas terminou abaixo de US$ 60, chegando a US$ 59. Mesmo com essa variação, a companhia conseguiu manter resultados positivos.

No início deste ano, segundo a presidente, a volatilidade voltou a se intensificar, impulsionada principalmente pelas tensões geopolíticas e conflitos armados. Ainda assim, Chambriard disse que a política interna de preços da Petrobras permanece inalterada.

De acordo com ela, a empresa continua acompanhando as paridades internacionais de preços do petróleo e dos derivados, mas evita repassar imediatamente as oscilações externas ao mercado brasileiro.

“Nós observamos as paridades internacionais de preços de petróleo e derivados, sem repassar as volatilidades para o mercado interno brasileiro”, afirmou.

Segundo ela, não há discussão na diretoria colegiada para alterar a política de preços da empresa. Além da gestão de preços, a Petrobras também acompanha os impactos logísticos e comerciais do cenário internacional. A companhia continua realizando importações e exportações conforme a necessidade operacional, enquanto as refinarias seguem ampliando sua capacidade de processamento.

Claudio Romeo Schlosser, diretor executivo de logística, comercialização e mercados, frisa que o momento indica consequências positivas para a Petrobras, mesmo considerando questões de frete.

“Os mercados que a gente abastece estão fora da região de conflito, como China, Índia e Europa. Há uma valorização e um posicionamento mais interessante para a companhia neste momento”, afirma.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais