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    Petrobras e Banco do Brasil têm forte queda na bolsa após mudança em Lei das Estatais

    Texto flexibiliza regras e facilita indicações para conselho diretor ou diretoria colegiada das agências reguladoras

    Movimento negativo das estatais é uma resposta de investidores à aprovação de mudanças na lei criada no governo Temer
    Movimento negativo das estatais é uma resposta de investidores à aprovação de mudanças na lei criada no governo Temer Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

    Do CNN Brasil Business*

    As ações da Petrobras e do Banco do Brasil renovavam as mínimas nesta quarta-feira (14) em resposta à mudança na Lei das Estatais, aprovada na noite da véspera pela Câmara dos Deputados.

    Os ativos ordinários da petroleira tinham maior queda do Ibovespa, finalizando o dia com recuo de 9,8%. Os preferenciais ficaram logo na sequência, com perdas de 7,93%.

    O Banco do Brasil também figurava entre as maiores baixas do principal índice da bolsa brasileira, com queda de 2,48%.

    O Ibovespa encerrou em leve alta nesta quarta-feira, de 0,2%, aos 103.745,77 pontos, em sessão marcada pela volatilidade, recuperando algum terreno no final após duas sessões negativas

    O movimento negativo das estatais é uma resposta de investidores à aprovação de mudanças na lei criada no governo Temer. Ainda com aval pendente do Senado Federal, a nova lei vai permitir que Aloizio Mercadante assuma a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    O texto reduz de 36 meses para 30 dias a quarentena exigida para quem tem atuado numa campanha eleitoral ou participado de decisões partidárias, o caso de Mercadante.

    O projeto também facilitou as indicações para conselho diretor ou diretoria colegiada das agências reguladoras.

    A rápida aprovação da proposta sinaliza, primeiro, um arranjo muito bem azeitado entre Arthur Lira, presidente da Câmara, e o presidente eleito Lula, e uma disposição preocupante de alterar regras para acomodar projetos políticos do PT, na avaliação de analistas do mercado.

    *Com informações de Thais Herédia, analista de economia da CNN; texto publicado por Ligia Tuon e Ana Carolina Nunes, do CNN Brasil Business