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    Petrobras elevou preço de querosene de aviação em 17,1% nas refinarias, diz Abear

    Comparando valor cobrado pelo QAV em fevereiro de 2022, alta representa aumento de 37,8%

    Centro de Distribuição da Petrobras no SIA, Terminal Terrestre de Brasília, onde se armazena e distribui produtos da companhia para os postos de combustíveis do Distrito Federal.
    Centro de Distribuição da Petrobras no SIA, Terminal Terrestre de Brasília, onde se armazena e distribui produtos da companhia para os postos de combustíveis do Distrito Federal. Marcello Casal jr/Agência Brasil

    Denise Luna, do Estadão Conteúdo

    A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) às distribuidoras um reajuste médio de 17,1% para o querosene de aviação (QAV), após ter reduzido o produto em 11,1% em janeiro, informou a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear).

    Comparando o valor cobrado pelo QAV em fevereiro de 2022, a alta representa um aumento de 37,8%, disse a entidade.

    “Recente levantamento da Abear mostra que, em dezembro de 2022, o preço médio do QAV na bomba no Brasil foi quase 45% superior ao cobrado nos Estados Unidos”, informou a Abear.

    De acordo com a entidade, a alta do preço do QAV permanece sendo o maior desafio das empresas aéreas brasileiras, já que o insumo representa cerca de 40% dos custos totais.

    “A volatilidade da cotação do dólar também é preocupante, pois mais de 50% dos custos são dolarizados. É por isso que a Abear tem ampliado sua interlocução com o Poder Público, criando mesas de diálogo permanente com ministérios como o da Fazenda, de Portos e Aeroportos, do Turismo e com a Embratur”, afirmou em nota o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.