Petróleo Brent fecha abaixo de US$ 80 pela 1ª vez desde julho

Cotado a US$ 79,54, o barril Brent volta a baixar em meio a temores sobre a demanda

Estoques de petróleo dos Estados unidos aumentaram muito além do esperado na última semana, de acordo com estimativas da API de terça-feira
Estoques de petróleo dos Estados unidos aumentaram muito além do esperado na última semana, de acordo com estimativas da API de terça-feira 14/10/2014 REUTERS/Lucy Nicholson

Gabriel Tassi Lara, do Estadão Conteúdo

O petróleo fechou em queda nesta quarta-feira (8) com o Brent voltando a ficar abaixo dos US$ 80 por barril pela primeira vez desde julho deste ano, à medida que temores sobre enfraquecimento de demanda relegaram os riscos geopolíticos ao segundo plano.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 2,63%, a US$ 75,33 o barril. Enquanto isso, o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 2,53%, a US$ 79,54 o barril.

Segundo Louis Navellier, da gestora Navellier, há três principais motivos para os preços de energia estarem caindo nos últimos dias: o primeiro é a fraqueza da economia chinesa, que preocupa investidores por supostamente fragilizar o lado da demanda.

Também, os estoques de petróleo dos Estados unidos aumentaram muito além do esperado na última semana, de acordo com estimativas da API de terça-feira. E também, o clima europeu está “anormalmente quente”, o que faz os receios por falta de energia para aquecimento diminuírem.

Enquanto isso, o City Index pontua que os analistas parecem estar caminhando para um consenso de que o conflito entre Israel e Hamas está evoluindo para uma guerra regional, com impactos limitados na economia global, apesar das grandes perdas humanas.

O City comenta também que os cortes recentes na produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) estão encobertos pela preocupação de demanda.

A casa de investimentos comenta que “a maré de oferta e demanda alterou-se claramente no mercado petrolífero e os preços do petróleo deverão permanecer sob pressão”. A corretora pontua que o cenário só será diferente caso haja sinais iminentes de que a oferta será reduzida, ou de aceleração do crescimento na economia global.

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