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    Petróleo fecha em baixa, com estoques dos EUA e flexibilização da China no radar

    Brent fechou esta quarta-feira (7) em queda de 2,75% (US$ 2,18), cotado a US$ 77,17 o barril

    Bomba de petróleo bruto na Bacia do Permiano, em Loving County, Texas
    Bomba de petróleo bruto na Bacia do Permiano, em Loving County, Texas 19/10/2022REUTERS/Angus Mordant/File Photo

    Natália Coelho, do Estadão Conteúdo

    Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa, pressionados por dados dos estoques da commodity nos Estados Unidos. A flexibilização da China, uma das principais importadoras de petróleo, e os efeitos do teto de preço ao petróleo russo também ficaram no radar dos investidores.

    Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para janeiro de 2023 fechou em queda de 3,02% (US$ 2,24), a US$ US$ 72,01 o barril, enquanto o Brent para fevereiro do mesmo ano negociado na Intercontinental Exchange (ICE) fechou em queda de 2,75% (US$ 2,18), a US$ 77,17 o barril, a menor marca desde janeiro deste ano.

    Nesta quarta-feira, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou uma queda nos estoques da commodity maior que a prevista pelo mercado, apesar de registrar um aumento na produção média diária.

    Segundo análise da Capital Economics, o aumento dos estoques deverá fazer com que o preço caia ainda mais, “o que acabará por levar a uma menor atividade das refinarias e a uma queda na demanda de petróleo”.

    Ainda, a Capital Economics destaca que o foco do mercado segue nos primeiros sinais do teto de preço ao petróleo russo.

    Já segundo a TD Securities, o mercado “está olhando para as notícias de que a China gradualmente suspenderá suas políticas muito restritivas de Covid”.

    Mais cedo, a Comissão Nacional de Saúde (NHC, na sigla em inglês) da China publicou que o país voltará a flexibilizar parte das medidas de restrição à mobilidade, o que pode aumentar a demanda pelo óleo.

    A TD Securities acrescenta que o mercado de energia parece estar no risco crescente de declínios acentuados na demanda e na relutância da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em aumentar seus cortes de cota de 2 milhões de barris por dia que, segundo o relatório enviado para clientes, poderá ser revisitado em um “futuro não muito distante”.

    “Embora o mercado esteja correto em mostrar preocupações em torno da demanda, ele pode ser muito otimista em relação à suposição de que os problemas estruturais do lado da oferta diminuíram materialmente”, destaca.