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    Petróleo fecha em forte alta, após Rússia anunciar corte na oferta para 2023

    Petróleo WTI para fevereiro fechou em alta de 2,67%, a US$ 79,56, e o Brent para o mesmo mês subiu 3,63%, a US$ 83,92

    Gabriel Bueno da Costa e Letícia Simionato*, do Estadão Conteúdo

    Os contratos futuros de petróleo registraram ganhos nesta sexta-feira (23), ganhando fôlego ao longo do dia. Com negócios já reduzidos diante da proximidade do Natal, houve destaque para a notícia de que a Rússia pretende reduzir a oferta em 2023.

    O petróleo WTI para fevereiro fechou em alta de 2,67% (US$ 2,07), a US$ 79,56 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 3,63% (US$ 2,94), a US$ 83,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na semana, ambos subiram 6,85% e 6,17%, respectivamente.

    Vice-premiê russo, Alexander Novak afirmou que seu país deve reduzir a oferta de petróleo em 500 mil a 700 mil barris por dia (bpd) em 2023.

    Trata-se de uma retaliação, pelo fato de o G7 e aliados adotarem um teto de preço de US$ 60 o barril para o petróleo da Rússia, por causa da guerra na Ucrânia.

    “Esse é basicamente o primeiro pop que ouvimos de que os russos estão dispostos a reduzir a produção, se forem forçados a aceitar o teto”, disse Bob Yawger, diretor executivo de futuros de energia da Mizuho Securities USA.

    Porém, Yawger disse que é possível que as autoridades russas tenham discutido cortes de produção para aumentar os preços sem a intenção de seguir em frente.

    Por outro lado, incertezas em relação à demanda seguem em foco. Além dos riscos de recessão global, investidores monitoram o quadro na China, que agora conduz uma reabertura após o auge das medidas contra a covid-19. Isso pode apoiar a atividade, mas há também o temor de uma grande onda de casos graves no país, no curto prazo.

    “O mercado de petróleo está vulnerável a alguns choques que podem manter a recente recuperação em 2023. A reabertura na China é um grande ponto de interrogação, mas parece que eles continuarão avançando, apesar da estimativa de que 37 milhões por dia podem ser infectados”, destaca o economista da Oanda Edward Moya.