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    Pix: Especialista diz que investimento em cibersegurança ainda é muito baixo

    À CNN, CEO da Dínamo, Marcos Zanini, explica que bancos investem mais em experiência do usuário e deixam a segurança de lado

    da CNN

    em São Paulo

    Frente a novas tentativas de fraudes e golpes utilizando transações on-line pelo Pix, o Banco Central anunciou medidas que restringem o uso do pagamento eletrônico instantâneo no Brasil. Entre as mudanças, estão o bloqueio de horários para transferências, limitação de valores e até a escolha dos destinatários habilitados para receber o dinheiro.

    Para o especialista em cibersegurança Marcos Zanini, CEO da Dínamo, esta preocupação em conter os crimes digitais deveria vir, também, dos bancos. “Eu acho que o investimento em cibersegurança vem crescendo, mas ele ainda é muito baixo. As empresas de tecnologia de um modo geral, e os bancos se incluem aí, se preocuparam muito mais em investir na experiência do usuário, em facilitar, para o sistema ser mais simples, mais bonitinho, enfim, tudo isso, e a segurança a gente brinca que é obra enterrada, ninguém vê.”

    Marcos quer dizer com isso que, enquanto o sistema de segurança implementado está funcionando, é robusto o suficiente, ninguém o percebe e isso facilita o não investimento na área.

    “Eu não me lembro nenhum dia de ouvir a CNN e vocês não falarem de algum tipo de fraude eletrônica ou de vazamento de dados, de cartão de crédito, enfim, então eu acho que essa é uma preocupação que está permeando a sociedade agora e é obrigação dos bancos correrem atrás disso.”

    Marcos ressalta que apesar das mudanças do Banco Central inibirem as tentativas de fraude, elas não atacam o problema raiz, que é a insegurança em si, e acabam restringindo as operações de transação dos usuários.

    “O Banco Central teve que tomar uma medida que não é competência dele, teve que interferir no processo de segurança, no comportamento das pessoas e no comportamento da sociedade, mas foi o que foi possível.”

    Além disso, ele defende que o Pix é uma inovação que beneficia em especial as pessoas desbancarizadas. “O Pix contemplou uma população de baixíssima renda que não tem acesso a contas em banco”.