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    Prazo de audiência pública sobre práticas ESG da B3 encerra nesta sexta-feira

    Ideia é que todas as empresas listadas na B3 elejam ao menos uma mulher e um integrante das ditas minorias sociais em posições de autoridade

    Desde 17 de agosto, a bolsa brasileira conduz uma consulta entre a sociedade para avaliar as novas regras propostas para aumentar a diversidade de gênero e representatividade de grupos minorizados
    Desde 17 de agosto, a bolsa brasileira conduz uma consulta entre a sociedade para avaliar as novas regras propostas para aumentar a diversidade de gênero e representatividade de grupos minorizados REUTERS/Paulo Whitaker

    Tamara Nassifdo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    Termina nesta sexta-feira (16) o prazo para participar da audiência pública da B3 sobre práticas ESG — de caráter ambiental, social e de governança, na sigla em inglês.

    Desde 17 de agosto, a bolsa brasileira promove uma consulta entre a sociedade para avaliar as novas regras propostas para aumentar a diversidade de gênero e representatividade de grupos minorizados em cargos de alta liderança.

    A ideia é que todas as empresas listadas na B3 elejam ao menos uma mulher e um integrante das chamadas minorias sociais — pessoas pretas ou pardas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas com deficiência — em posições de autoridade, seja em conselhos de administração, ou em diretorias estatuárias.

    As já listadas na bolsa até o início da vigência das novas regras, esperado para o ano que vem, terão até 2025 para comprovar a eleição do primeiro membro e, em 2026, a do segundo.

    Caso não cumpram com a medida, a B3 propõe um mecanismo chamado de “pratique ou explique” — ou seja, empresas que não estiverem em consonância com as novas regras deverão “dar transparência ao mercado sobre as ações adotadas”.

    Seguindo a mesma lógica, as empresas que fizerem o IPO após as regras entrarem em vigor terão até dois anos para eleger ambos os membros.

    Na visão do especialista Fabricio Stocker, coordenador da Pós-Graduação em Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), o “bem vindo” movimento da B3 segue uma onda internacional.

    “Estamos em uma crescente de discussões sobre o conceito de ESG, no qual empresas do mundo inteiro estão tendo que implementar medidas e adotar transparência de gestão para saírem do discurso e entrarem na prática”, diz ele.

    “Não é algo novo, tampouco rápido, mas é sinal de que o ESG veio para ficar. A B3, enquanto órgão de regulação que dá diretrizes a grandes empresas, está passando esse recado.”

    Segundo informado à reportagem, os próximos passos após o recebimento dos comentários na audiência pública serão de avaliação e elaboração de um texto final, a ser submetido à aprovação dos órgãos internos da B3 e, em seguida, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    A expectativa é que, ao final dessas etapas, as novas regras passem a vigorar já no início de 2023. As manifestações recebidas na audiência pública serão publicadas futuramente no site da B3.