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    Preço de commodities desacelera e provoca queda no custo dos alimentos

    Índice geral de preços da FGV (IGP-M), que mede o movimento de preços de diferentes etapas do processo produtivo, caiu mais de 100% no valor acumulado em 12 meses neste ano

    Recuo nas commodities foi captada no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
    Recuo nas commodities foi captada no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Max Böttinger/ Unsplash

    Elis Barretoda CNN

    em Brasília

    Após mais de dois anos de alta por conta da pandemia da Covid-19 e o conflito entre Rússia e Ucrânia, as commodities agrícolas estão em desaceleração de preço, e a queda nos valores já chega ao consumidor final.

    O recuo nas commodities foi captada no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em que cerca o Índice de Preços ao Atacado (IPA) compõe cerca de 60% da composição da pesquisa.

    Somente em 2022, a queda foi no valor acumulado foi de mais de 100%. No mês de setembro deste ano, o índice acumulado em doze meses foi verificado em 8,25%, enquanto em janeiro deste ano, o valor acumulado era de 16,91%. No mês de setembro de 2021, o acumulado dos doze meses anteriores estava em 24,86%.

    No caso do Brasil, além da estabilização das produções, o professor da FGV, Alberto Ajzental, explica que as quedas recentes das commodities de energia também têm reduzido o custo de produção dos alimentos.

    “De junho para cá, os combustíveis tiveram uma redução, em grande parte, em função da queda do petróleo. Isso influenciou diretamente o item transportes, no IPCA, porém, apesar de ser difícil de medir, a queda de combustíveis de forma indireta atua no item da alimentação. Em tudo vai combustível, você gasta combustível para produzir e gasta para transportar”, pontua Ajzental.

    Além das medidas de desoneração de impostos promovidas pelo Congresso e pelo governo federal, o preço do barril de petróleo, do tipo Brent, no mercado internacional têm operado abaixo dos US$ 100 desde o fim de agosto. Isso influência diretamente o preço dos combustíveis no Brasil, já que é pautado pelo valor no mercado internacional.

    As consequências das quedas já têm chegado ao consumidor final, que segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no país, registrou deflação de 0,27% no grupo de alimentos e bebidas. Foi a primeira queda no grupo desde novembro de 2021, quando os itens registraram recuo de 0,39%.

    “Em geral, a inflação é mais rápida que a deflação, é mais rápido subir e a descida é mais cautelosa, então isso dificulta a queda mais acentuada dos preços em um futuro próximo. Outro ponto é que estamos entrando em uma era de eventos climáticos extremos, e isso é contra produtivo para a agricultura, o que atrapalharia queda nos preços também”, afirma.