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    Prévia da inflação fica em 0,48% em fevereiro, puxada por preços de combustíveis

    O maior impacto no índice foi no grupo Transportes, que ficou em 1,1% em fevereiro contra 0,14% na prévia de janeiro

    Veículos abastacem em posto de gasolina
    Veículos abastacem em posto de gasolina Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

    Thâmara Kaoru, do CNN Brasil Business, em São Paulo

    O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,48% em fevereiro, abaixo da taxa registrada em janeiro de 0,78%, informou nesta quarta-feira (24) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse é o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2017, quando o índice foi de 0,54%.

    No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,26% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 4,57%, acima dos 4,3% registrados nos 12 meses anteriores. Em fevereiro de 2020, a taxa havia sido de 0,22%.

    Preço dos combustíveis

    Segundo o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis apresentaram alta em fevereiro, sendo que o maior impacto foi no grupo Transportes, que ficou em 1,1% em fevereiro contra 0,14% na prévia de janeiro.

    Os transportes foram impactados pela alta nos preços dos combustíveis (3,34%). O maior impacto individual no índice do mês veio da gasolina (3,52%), cujos preços subiram pelo oitavo mês consecutivo. Também houve altas nos preços do óleo diesel (2,89%), do etanol (2,36%) e do gás veicular (0,61%). 

    Educação

    A maior variação foi do grupo Educação que passou de 0,11% na prévia de janeiro para 2,39% em fevereiro. Segundo o IBGE, além dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, houve a retirada de descontos praticados por algumas instituições de ensino ao longo de 2020 por causa da pandemia de Covid-19.

    As maiores variações vieram da pré-escola (6,14%), do ensino fundamental (4,71%) e do ensino médio (4,23%). O ensino superior e a pós-graduação apresentaram variações de 0,91% e 2,27%, respectivamente. 

    Alimentação

    O grupo Alimentação e Bebidas desacelerou, passando de 1,53% em janeiro para 0,56% em fevereiro.

    Os alimentos para consumo no domicílio passaram de 1,73% em janeiro para 0,56% em fevereiro, influenciados pela queda nos preços da batata-inglesa (-5,44%), do leite longa vida (-1,79%), do óleo de soja (-1,73%) e do arroz (-0,96%). No lado das altas, o destaque foi a cebola, que apresentou alta de 19,17%.