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    Previsão do mercado para inflação de 2022 tem 6ª queda seguida, a 7,11%, mostra Focus

    Recuo de expectativas vem em meio à desaceleração nos preços em julho e perspectiva de deflação nos próximos dois meses, como reflexo da queda nos combustíveis

    Elis BarretoLigia Tuonda CNN

    Brasília e São Paulo

    O mercado financeiro reduziu, pela sexta semana consecutiva, a projeção de inflação para 2022, que passou de 7,15% para 7,11%. Os números são do Boletim Focus do Banco Central (BC), publicado nesta segunda-feira (8). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

    A última queda de perspectiva vem enquanto dados oficiais recentes de atividade mostram desaceleração nos indicadores de inflação.

    Divulgado nesta manhã, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) mostra queda de 1,13% na primeira quadrissemana de agosto, após recuo de 1,19% em julho, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador acumula alta de 6,02% em 12 meses, menor do que o avanço de 8,0% no período até julho.

    A expectativa geral de economistas é que os próximos dois meses seja de queda na inflação, em resposta à redução de impostos estaduais e federais sobre os combustíveis. O dado fechado no mês de julho será divulgado na manhã desta terça-feira (9) pelo IBGE.

     

    Para o próximo ano, as instituições financeiras seguem prevendo um aumento do índice de inflação. Conforme o Focus desta semana, o indicador passará a ser de 5,36%. Essa é a décima oitava vez consecutiva que o documento traz um resultado de alta para a inflação do ano que vem.

    As projeções de inflação para os anos de 2022 e 2023 estão acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), respectivamente de 5% e 4,75%. O BC já admitiu que este deve ser o segundo ano consecutivo em que haverá o rompimento do limite superior da meta de inflação.

    Crescimento econômico

    No caso do PIB (Produto Interno Bruto), a projeção é que a economia chegue a 1,98% de crescimento ao ano, uma alta de apenas 0,01 ponto percentual, em relação à previsão anterior, que era de 1,97%. O crescimento esperado pela equipe econômica do governo para o ano de 2022, é de 2%.

    Já sobre a taxa básica de juros, a Selic, o mercado ainda espera que o ano se encerre com o indicador nos atuais 13,75% ao ano, ainda que o BC tenha sinalizado no último comunicado que pode fazer um ajuste extra de 0,25 ponto percentual em setembro. Esse é o resultado projetado pelo boletim por sete semanas seguidas.