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    Primeiro-ministro da Índia não deve comparecer à cúpula dos Brics na África do Sul, dizem fontes

    Cúpula ocorrerá entre 22 e 24 de agosto na cidade de Joanesburgo e reunirá líderes do bloco

    Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em Paris
    Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em Paris JULIEN DE ROSA/Pool via REUTERS

    Por Rupam Jain e Krishn Kaushik, da Reuters

    O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, provavelmente não comparecerá à cúpula dos Brics na África do Sul neste mês e deverá participar do evento virtualmente, disseram fontes em Nova Délhi à agência de notícias Reuters.

    O Ministério das Relações Exteriores da Índia se recusou a comentar. Já o gabinete do primeiro-ministro não respondeu quando perguntado pela Reuters se Modi viajaria para Joanesburgo para a cúpula de 22 a 24 de agosto dos líderes do bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já decidiu que participará remotamente.

    A China e a Rússia estão interessadas em discutir a expansão do Brics durante a cúpula, enquanto a Índia tem reservas quanto a essa ideia.,

    No mês passado, a Índia sediou uma cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em um formato virtual, depois de mudar seus planos de organizá-la em Nova Délhi, sem dar um motivo oficial.

    Uma autoridade do governo indiano disse que há um desconforto crescente em Nova Délhi quanto a fazer parte de grupos como o Brics e a Organização de Cooperação de Xangai, que são dominados pela China, especialmente à medida que a Índia se aproxima dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais.

    As relações entre Nova Délhi e Pequim despencaram após um confronto na disputada fronteira do Himalaia em 2020, no qual 20 soldados indianos e quatro soldados chineses foram mortos.

    A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai foi realizada dias depois que Modi retornou de uma visita de Estado a Washington, onde o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, estendeu o tapete vermelho para ele.

    Ainda assim, a Índia frustrou as capitais ocidentais por sua relutância em condenar a Rússia por sua invasão da Ucrânia. Em vez disso, Nova Délhi expandiu o comércio com Moscou, comprando quantidades recordes de petróleo.

    A Índia ocupa a presidência do G20 e sediará uma cúpula de seus líderes no início de setembro.

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