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    Propostas de eletrodomésticos baratos serão apresentadas em 40 dias, diz representante do setor

    Presidente Lula disse que sugeriu a Alckmin programa de descontos para aparelhos nos mesmos moldes do incentivo à indústria automobilística

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarar que pretende lançar um programa para baratear eletrônicos e eletrodomésticos da linha branca, o órgão que representa o setor afirmou à CNN que em até 40 dias quer apresentar ao governo medidas para concretizar a queda de preço dos produtos.

    O presidente direcionou a sugestão do projeto na quarta-feira (12) ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também é líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    Segundo o presidente executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento, a ideia surgiu após Lula sancionar as novas regras do Minha Casa, Minha Vida.

    “Não existe uma casa se não tiver os eletrodomésticos dentro dela. A residência só é habitável se ela tiver fogão, geladeira, máquina de lavar, etc. E pensando nisso, estamos estudando propostas para esse público ter acesso a eletrodomésticos e eletrônicos acessíveis e sustentáveis”, diz Nascimento.

     

     

    Para ele, toda a medida que dê um incremento na economia é bem-vinda. Nesse caso específico, Nascimento explicou que a base instalada atualmente no país de eletrodomésticos é de 10 a 12 anos atrás.

    “O nível de eficiência energética dos produtos vendidos hoje em dia é maior do que há cinco anos, então, a proposta também é fazer uma renovação dos lares pensando na economia e sustentabilidade.”

    De acordo com Nascimento, isso resultará em uma maior economia de energia e água.

    “Uma lavadora de roupa hoje tem um consumo de até 30% menor no consumo de água. Os refrigeradores vendidos hoje oferecem uma redução de energia de até 28%”, exemplifica.

    “Ou seja, a gente precisa ter uma política que de acesso à população a esses produtos mais eficientes.”

    Referente ao preço, o presidente executivo garante que o valor dos produtos está muito semelhante aos modelos mais antigos.

    “Uma geladeira normal tem quase o mesmo preço de uma invertida — com o freezer embaixo e o refrigerador em cima. A população não sabe que os eletrodomésticos mais novos consomem menos energia e água, e com isso também não tem acesso a eles”.

    Então, após as mudanças do MCMV, o presidente da Eletros contou que viu nesse momento a oportunidade de implantar um programa de acesso aos produtos eletrônicos da linha branca.

    “Vários países do mundo tem em suas políticas habitacionais a entrega do imóvel com os eletrodomésticos, com a cozinha e o quarto montado. Queremos usar esses moldes aqui no Brasil”.

    Nascimento pontuou ainda que há vários meios para promover o barateamento dos eletrodomésticos nas lojas.

    Além da desoneração de impostos e incentivo do governo, ele citou também a política de consumo reverso.

    “Vamos apresentar uma proposta onde o cliente que quiser trocar sua geladeira, por exemplo, terá desconto se deixar a sua velha na compra de uma nova.”

    Negociações ministeriais

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (14) ter conversado com o presidente Lula sobre a possibilidade de conceder descontos para eletrodomésticos.

    “Não falamos, não [sobre o assunto]. Não houve encomenda nenhuma para nós, nem sei se haverá, para falar a verdade. Não falamos disso, até achei que ele poderia tocar no assunto. Não houve nenhuma demanda”, disse.