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    Queda na taxa de juros vai ser muito positiva para ambiente de concessões, diz Renan Filho

    Ministro dos Transportes afirmou estar otimista com novos leilões

    Considerada excessivamente alta pelo governo federal, a Selic é vista como entrave para o crescimento econômico e operações que envolvem a concessão de crédito e financiamento
    Considerada excessivamente alta pelo governo federal, a Selic é vista como entrave para o crescimento econômico e operações que envolvem a concessão de crédito e financiamento Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Vinícius Tadeuda CNN

    Em evento realizado na B3, a bolsa de valores de São Paulo, nesta quarta-feira (2), o ministro dos Transportes, Renan Filho, considerou que uma eventual queda na taxa de juros do país será “muito positiva” para os futuros leilões de concessões de rodovias no Brasil.

    O ministro discursou no Summit Concessões de Rodovias nesta manhã, ao mesmo tempo em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide, em Brasília, o futuro dos juros no país.

    Considerada excessivamente alta pelo governo federal, a Selic é vista como entrave para o crescimento econômico e operações que envolvem a concessão de crédito e financiamento. No âmbito dos leilões de concessões, isso se torna ainda mais relevante devido ao plano ambicioso do ministério dos Transportes.

    Sob o comando de Renan Filho, a pasta prevê a publicação de 35 editais até o final da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao todo, o setor planeja arrecadar R$ 300 bilhões em investimentos.

    Durante sua fala, o ministro reforçou a importância da competitividade nesses leilões, considerando que há uma percepção geral de que as últimas disputas tiveram poucos concorrentes. Como exemplo, ele citou o leilão da rodovia Presidente Dutra, a de maior fluxo no Brasil, que contou com apenas um concorrente.

    “A busca por competitividade em leilão deve ser objetivo principal do ministério, da agência e de quem promove o leilão”, reforçou.

    Renan Filho avaliou que o atual governo, em comparação com a gestão anterior, promove um maior diálogo com os agentes reguladores e com o Tribunal de Contas da União (TCU), proporcionando uma espécie de destravamento de conflitos.

    “Deve haver uma relação sólida e madura do poder público com o mercado”, disse. O ministro ainda considerou que o atual ambiente judiciário, político e econômico permite que seja possível “resolver soluções que foram dadas no passado e que estavam desequilibradas”.

    Ao comentar sobre os próximos passos da Pasta, Renan Filho ainda avaliou que a construção de uma base mais sólida do governo Lula (PT) no Congresso vai trazer “condições de fazer mudanças ainda mais profundas”.

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