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    Questões climáticas devem puxar inflação para baixo nos próximo meses, diz professor

    Especialista também aponta que Auxílio Brasil pode impactar à inflação depois de setembro

    Mauro Rochlin, professor de Economia da FGV/RJ
    Mauro Rochlin, professor de Economia da FGV/RJ Reprodução/CNN

    Artur Nicocelido CNN Brasil BusinessIsabella Galvãoda CNN*

    em São Paulo

    O Brasil passará por dois meses, agosto e setembro – que costumam ser marcados por períodos sem grandes questões climáticas – sem ter tempo de seca; as inundações devem ser poucas, assim como as enchentes,  e as chuvas que costumam castigar as colheitas talvez também não ocorram.

    Dessa forma, segundo Mauro Rochlin, professor de Economia da FGV, “a expectativa é de uma inflação mais comportada para os próximos meses”.

    Sazonalmente, no período, o preço de bens e serviços costumam cair porque o clima ajuda na oferta de alimentos, principalmente hortifrútis. Ele aponta uma melhora nos números se comparado com os mesmos meses de 2021.

    “Devemos assistir deflação no IPCA cheio de julho, que vai ser divulgado dia 9 de agosto, e no IPCA de agosto, que vai ser divulgado em setembro”.

    Futuro

    “Mas a questão é saber se depois [de setembro], as coisas vão continuar andando muito bem… mas isso dependerá do dólar e do preço das commodities”.

    Outro fator que pode impactar à inflação depois de setembro é o Auxílio Brasil. O valor de R$ 600 enviado à aproximadamente 18 milhões de famílias aumentará a demanda dos produtos e, consequentemente, impactará os preços.

    No cenário externo, o que preocupa o professor é a alta do petróleo, já que a commodity compõe diversas cadeias produtivas.

    *(supervisionada por Ludmila Candal)