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    Regulador financeiro da Suíça nega culpa por colapso do Credit Suisse

    “Reagimos muito rápido”, disse presidente da FINMA, Marlene Amstad

    Por John O'Donnell, da Reuters

    O regulador financeiro da Suíça rechaçou a culpa pelo colapso do segundo maior banco do país, o Credit Suisse, dizendo que foi rápida sua resposta, pedindo mais poderes para responsabilizar os bancos.

    “Reagimos muito rápido”, disse a presidente da FINMA, Marlene Amstad, a jornalistas, acrescentando que era responsabilidade da administração evitar tal situação e que os regulamentos por si só não poderiam resolver uma crise de confiança como a que derrubou o banco.

    O discurso do regulador, que tem a responsabilidade primária pela supervisão de um dos maiores centros financeiros do mundo, contrasta fortemente com o humilde pedido de desculpas emitido pelo presidente do Credit Suisse um dia antes.

    Axel Lehman disse aos acionistas que estava “realmente arrependido” por levar o banco suíço à beira da falência.

    O colapso desencadeou uma aquisição organizada às pressas pelo UBS, financiada com mais de 200 bilhões de francos suíços (US$ 221,02 bilhões) de apoio e garantias estatais, que praticamente eliminaram os acionistas, bem como grupos de detentores de títulos.

    Amstad, da FINMA, pediu mais poder para penalizar, nomear e expor os bancos que violam as regras. A agência é praticamente impotente para chamar os bancos a prestar contas, já que a Suíça adota uma abordagem de não interferência na indústria, dando-lhes livre arbítrio.

    “A FINMA não tem poder para multar”, disse Amstad, acrescentando que “é uma exceção quando comparado com outros reguladores”.

    A agência também quer que os banqueiros sejam responsabilizados em um regime especial que os aponta como responsáveis.

    “Impor multas será um passo à frente. Mas, como vimos, o Credit Suisse pagou bilhões em multas e isso não mudou sua catastrófica estratégia de negócios”, disse Dominik Gross, da Aliança Suíça de Organizações de Desenvolvimento.

    “Deve haver o poder de perseguir os principais gestores dos bancos por negligência criminosa.”