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    Resultado do IPCA-15 ainda não é “ponto final” para a inflação, diz economista

    À CNN Rádio, André Braz, que é coordenador do FGV IBRE, analisou resultado do IPCA-15, conhecido como “prévia do IPCA”, que desacelerou para 0,13%

    André Braz destacou que alimentação segue com tendência de alta
    André Braz destacou que alimentação segue com tendência de alta Marcos Santos/USP Imagens

    Amanda Garciada CNN

    O resultado do IPCA-15, conhecido como “prévia da inflação” veio “em linha com a expectativa”, segundo o coordenador do IPC do FGV IBRE, André Braz, em entrevista à CNN Rádio.

    De acordo com o IBGE, o índice desacelerou para 0,13% em julho na comparação com o mês de junho.

    “A gente esperava desaceleração forte em função da redução do ICMS, que já refletiu em contas de energia e gasolina, ambos com queda em torno de 5%, essa foi a âncora.”

    No entanto, o economista destaca que “as famílias mais pobres, que não consomem gasolina e já pagavam ICMS reduzido para energia, não perceberam exatamente a redução em sua inflação.”

    Braz destaca que a alimentação, que é a despesa que mais compromete o orçamento dessas famílias, “continua avançando.”

    “A inflação veio muito baixa, mas não põe ponto final na pressão inflacionária que a gente vem dizendo nos últimos meses, dá para ver pelo comportamento do preço dos alimentos, que continua subindo acima de 1% e de outros grupos que fazem parte da despesa familiar que não apresentaram trégua”, analisou.

    O pesquisador destaca que “ainda vamos viver um período de grande aperto, com a inflação resistindo no mundo todo e subsequentes aumentos de juros.”

    “O efeito colateral disso é crescer pouco, pode ter alívio da inflação, mas o efeito negativo é o desemprego, driblar inflação é uma coisa, driblar o desemprego é outra;sem emprego, não tem como comprar alimento, seja ele caro ou barato.”

    Para o economista, “a partir de agosto vamos ter visão melhor sobre a inflação”.