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    Risco de recessão na Europa é muito maior que nos EUA, avalia especialista

    À CNN, o ex-diretor do Banco Mundial e professor da Fundação Dom Cabral, Carlos Braga, falou sobre as altas inflacionárias pelo mundo

    Anna Gabriela CostaThiago Félixda CNN

    Em São Paulo

    A inflação nos EUA subiu e acumula alta de 6,8% nos últimos 12 meses. Enquanto isso, na Europa, a inflação subiu para 8,9% em junho, batendo recorde. À CNN, o ex-diretor do Banco Mundial e professor da Fundação Dom Cabral, Carlos Braga, falou, neste domingo (31), sobre as altas inflacionárias pelo mundo e destacou que o risco de recessão é maior na Europa, devido às consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia.

    “No caso da Europa, o Banco Central Europeu está em uma sinuca de bico, eles aumentaram de -0,5 para zero a taxa de juros de referência, porque eles não aumentam mais, já que a inflação está muito elevada? Estão em uma situação muito complicada por causa das implicações da guerra da Ucrânia e o preço da energia na Europa”, disse o professor.

    “O grande perigo é que se as hostilidades na Ucrânia continuarem e a Rússia resolver realmente paralisar as exportações para a Europa, isso certamente vai significar uma recessão na Europa no ano que vem; então o Banco Central da Europa tem um pepino muito maior que o FED [nos EUA]”, incluiu Braga.

     

    Sobre os Estados Unidos, o professor disse que o governo americano aposta em um “pouso suave”, ele reitera que há muitas críticas em relação ao tempo em que os Estados Unidos levaram para reagir em relação à situação econômica.

    “No caso do Banco Central dos Estados Unidos, o FED, eles levaram a taxa de transferência para 2,5%, que é a taxa mais elevada desde dezembro de 2018. Mas muita gente critica o fato que se levou tempo para fazer isso. A expectativa é que nas próximas reuniões do FED vamos observar aumentos adicionais. A aposta é que vamos chegar no final do ano com uma taxa de 3,5%, que acham que é uma taxa de juros neutra, que não deprime demasiadamente a economia e nem acelera a inflação, há muito debate sobre isso”, comenta.

    Recessão global

    Para o ex-diretor do Banco Mundial, a probabilidade de uma recessão global é “muito pequena”.

    “A recessão global eu diria que a probabilidade é muito pequena, última vez que tivemos uma recessão global foi em 2020, quando tivemos o impacto da pandemia e o PIB global contraiu algo da ordem de 3,1%. A expectativa para o ano que vem ainda é uma expectativa positiva, mas certamente existem perigos, onde há uma probabilidade maior de recessão é na Europa nesse momento”, comentou o professor.