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    Sanções ocidentais não influenciarão Kremlin, diz ex-presidente russo Medvedev

    Medvedev afirmou que pesquisas de opinião mostraram que três quartos dos russos apoiam a decisão do Kremlin de realizar uma operação militar na Ucrânia

    Ex-presidente russo e vice-chefe do conselho de segurança, Dmitry Medvedev
    Ex-presidente russo e vice-chefe do conselho de segurança, Dmitry Medvedev Sputnik/Yulia Zyryanova/Pool via REUTERS

    Reuters

    É “tolice” acreditar que as sanções ocidentais contra empresas russas possam ter algum efeito sobre o governo de Moscou, disse o ex-presidente russo e vice-chefe do conselho de segurança, Dmitry Medvedev, nesta sexta-feira (25).

    As sanções apenas consolidarão a sociedade russa e não causarão descontentamento popular com as autoridades, afirmou Medvedev à agência de notícias russa RIA em entrevista.

    O Ocidente impôs uma série de sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, mas um mês após o início da guerra, o Kremlin diz que continuará o ataque até atingir seus objetivos de “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia.

    Algumas das sanções visaram especificamente empresários bilionários que se acredita serem próximos do presidente Vladimir Putin.

    “Perguntemo-nos: algum desses grandes empresários pode ter um mínimo de influência na posição de liderança do país?” disse Medvedev.

    “Eu te digo abertamente: não, de jeito nenhum.”

    Medvedev afirmou que pesquisas de opinião mostraram que três quartos dos russos apoiam a decisão do Kremlin de realizar uma operação militar na Ucrânia e ainda mais apoiam o presidente Vladimir Putin.

    Ele atacou os russos que criticam a invasão enquanto estão fora da Rússia: “Você pode estar insatisfeito com algumas das decisões das autoridades, criticar as autoridades – isso é normal”, disse ele.

    “Mas você não pode se posicionar contra o Estado em uma situação tão difícil, porque isso é traição.”

    Milhares de pessoas foram detidas no início deste mês em protestos em toda a Rússia contra a invasão da Ucrânia por Putin, de acordo com um grupo independente de monitoramento de protestos.

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