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    Se Banco Central fosse empresa privada, presidente seria demitido, diz ministro do Trabalho

    Luiz Marinho celebrou dados positivos do Caged, mas destacou que a manutenção da Selic em 13,75% frustrou expectativas do Ministério para números ainda mais animadores

    Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Previdência
    Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Previdência ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem

    Danilo Moliternoda CNN

    Em São Paulo

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (29) que o Banco Central (BC) não vem se atentando ao cenário para postos de emprego no país. Na avaliação do petista, se a instituição fosse uma empresa privada, seu presidente, Roberto Campos Neto, seria demitido.

    “Se o Banco Central fosse uma empresa privada, seguramente seu presidente já teria sido demitido, pelo não cumprimento de suas obrigações. Ele tem que observar esses indicadores [de emprego] e aparentemente não está sendo observando”, disse.

    Marinho apresentou nesta quinta-feira dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para maio. No período, o Brasil criou 155.277 vagas com carteira assinada.

    O petista celebrou o resultado positivo, mas destacou que a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% frustrou expectativas do Ministério para a divulgação de dados ainda mais animadores.

    Segundo o ministro, a Lei de Autonomia do Banco Central estabelece que, além de controlar a inflação, o BC deve se ater à situação do emprego no país. Para Marinho, a instituição “não vem cumprindo essa obrigação”.

    “Eu não vejo uma frase nas atas [do Copom] sobre emprego. Queria alertar mais uma vez nosso Senado, nossos senadores e senadoras, o presidente Rodrigo Pacheco, sobre a necessidade de cuidar dessa ótica”, disse.

    “O Senado tem a responsabilidade de olhar para as obrigações do Banco Central autônomo”, completou.