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    Sem considerar privatização, Massa quer “apequenar” estatais na Argentina

    Candidato governista, atual ministro da Economia fala em unir empresas estatais

    Ministro da Economia, Sergio Massa é o candidato governista na disputa pela Presidência da Argentina
    Ministro da Economia, Sergio Massa é o candidato governista na disputa pela Presidência da Argentina 03/08/2022REUTERS/Matias Baglietto

    Fernando Nakagawada CNN

    Buenos Aires (Argentina)

    Sergio Massa diz que fará diferente se for presidente da Argentina. Após mais de um ano à frente do Ministério da Economia, o advogado de 51 anos promete acabar com a inflação com a retomada da economia, especialmente as exportações.

    A dúvida que fica é por que o super ministro econômico de Alberto Fernández não fez tudo isso no atual governo?

    O ministro promete estabilizar e reduzir a inflação a partir de 2024. Sem muitos detalhes, diz que planeja “apequenar” os gastos públicos e racionalizar o funcionamento da máquina pública. Sugere, por exemplo, unir empresas estatais. Não fala em privatizar.

    Massa bate na tecla de que o crescimento da economia vai ajudar a reduzir a inflação. Na literatura econômica, não há relação direta comprovada entre crescimento e redução da inflação. Normalmente, acontece o contrário. Quando países em dificuldades começam a crescer rapidamente, os gargalos aparecem e os preços normalmente sobem.

    O candidato governista também defende que a inflação cairá com o aumento das exportações. É verdade que a Argentina sofreu, em 2023, os efeitos de uma seca drástica no campo. Isso derrubou os embarques de produtos agrícolas.

    Em 2024, os produtores argentinos esperam uma safra melhor. Mas o plano de Massa vai além das exportações do campo e da safra do próximo ano. Nessas situações, economistas sempre lembram que governos que querem exportar podem esbarrar em uma dificuldade: será que o potencial cliente quer comprar?

    Diante de um mundo com juros altos, risco de recessão nos Estados Unidos e problemas na China, depender muito do comércio exterior pode ser arriscado.

    No segundo turno, o candidato governista acenou à centro-direita, que acabou apoiando Javier Milei. Uma das promessas é indicar nomes da oposição para a diretoria do Banco Central.

    A ideia é boa, mas vai ter pouco efeito se, em caso de vitória, Massa não atacar efetivamente o problema crônico da economia argentina: o rombo das contas públicas. Para isso, ele deu poucos detalhes.

    VÍDEO – Análise: As principais diferenças entre Massa e Milei

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