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    Serviços e construção civil ajudam no crescimento do PIB, afirma especialista

    Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de julho veio acima do esperado pelo mercado, com alta de 1,17%

    Isabella Galvãoda CNN*João Pedro Malardo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    O bom desempenho dos setores de serviços e construção civil tem ajudado no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com patamares acima do esperado pelo mercado, afirma Vilma da Conceição Pinto, diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI).

    Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (15), ela avaliou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de julho veio acima do esperado pelo mercado, com alta de 1,17%. O dado está “alinhado muito com essa questão da melhora do setor de serviços, que tem relação com a melhora dos indicadores do mercado de trabalho e retomada das atividades presenciais, bem como a recuperação de alguns setores industriais, como construção civil”.

    Ela considera que o setor de serviços tem atuado como “impulsionador” do crescimento econômico, com a construção “contribuindo muito também para a indústria”. O agronegócio também tem sido um elemento positivo, mas em menor escala, segundo Pinto.

    “Por um lado, essas questões contribuem positivamente para o PIB, mas tem um cenário na direção contrária, quando olha as questões dos juros. Embora esteja chegando ao fim, o aperto monetário ainda exerce pressão sobre a atividade econômica”, ressalta a economista.

    O desafio para a economia, nesse sentido, é de balancear os efeitos positivos dos estímulos fiscais e questões sazonais com elementos negativos para a economia, uma equação que deve ficar mais desafiadora no segundo semestre.

    Para 2023, ela avalia que “A gente tem uma questão relacionada à própria dinâmica econômica mundial, que provavelmente vai contribuir negativamente, e tem uma incerteza em relação às medidas de estímulos fiscais que o governo concedeu esse ano, se vai haver ou não continuidade”.

    “Sem essas medidas de estímulos, como o Auxílio Brasil maior e as medidas de desoneração, a gente espera um crescimento em torno de 0,6%. Se houver a prorrogação dessas medidas, que contribuem para a demanda, aí a nossa previsão aumentaria para a ordem de 1% do PIB”, afirma.

    *Sob supervisão de Ludmila Candal