Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Shein planeja se concentrar mais na sustentabilidade, diz vice-presidente

    Donald Tang afirmou que consumidores não estão mais preocupados somente com a acessibilidade

    "Na próxima fase de crescimento, precisamos pensar em tudo o que fazemos tendo em mente o ESG", disse Tang
    "Na próxima fase de crescimento, precisamos pensar em tudo o que fazemos tendo em mente o ESG", disse Tang 18/10/2022REUTERS/Chen Lin

    da Reuters

    A varejista chinesa Shein planeja se concentrar mais na sustentabilidade, disse o vice-presidente executivo, Donald Tang, nesta terça-feira (25), acrescentando que os consumidores não estão mais preocupados somente com a acessibilidade.

    A Shein vende roupas de baixo custo e tem conquistado a participação de mercado de outros varejistas de moda. A empresa produz na China para vender online no exterior e tem sido criticada por promover a moda descartável.

    “Os consumidores hoje não estão mais olhando apenas para o preço”, disse Tang no Congresso Mundial de Varejo em Barcelona. “Na próxima fase de crescimento, precisamos pensar em tudo o que fazemos tendo em mente o ESG”.

    ESG é um termo usado para descrever os esforços das corporações para serem mais responsáveis nas áreas ambiental, social e de governança.

    Tang disse que a Shein está oferecendo aos clientes a opção de escolher materiais mais sustentáveis e pagar um prêmio por eles. Os itens da linha são parcialmente feitos com poliéster reciclado.

    O executivo também mencionou a Shein Exchange, a plataforma da empresa onde os compradores podem revender roupas usadas, lançada nos Estados Unidos em outubro, e que pretende ampliar para outros mercados neste ano.

    “Essas são as coisas que estamos fazendo, mas obviamente não são suficientes; temos que fazer muito mais, muito mais pesquisas”, disse Tang.

    Na semana passada, o executivo esteve reunido com o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad. Na oportunidade, Tang afirmou que a Shein pretende nacionalizar 85% de suas vendas no Brasil em quatro anos, projeto que vai consumir 750 milhões de reais em investimentos.