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    Soja deve bater recorde de produção na safra 2022/23, prevê consultoria

    Consultoria no mercado de commodities calcula que produção pode passar de 153 milhões de toneladas

    Diego MendesIsabelle Salemeda CNN

    São Paulo

    A safra 2022/23 de soja pode bater recorde de produção, segundo estimativa da StoneX. A empresa, que presta serviço de consultoria no mercado de commodities, acredita que o novo ciclo alcançará 42,9 milhões de hectares, resultando em uma produção de 153,6 milhões de toneladas. Segundo a consultoria, a área de produção deve crescer em todas as regiões do país, numa tendência que já vem sendo observada nos últimos anos.

    A perspectiva é positiva, ainda mais pelo fato de o plantio da soja só começar em meados de setembro. O atraso se deu por causa do período de vazio sanitário, que foi obrigatório em 20 estados brasileiros durante a entressafra da soja, com o objetivo de combater a doença da ferrugem asiática.

    A ideia do vazio, que tem duração mínima de 90 dias, é impedir que a doença espalhe seus esporos pelo vento, uma vez que não encontre hospedeiros aptos para seu desenvolvimento. Com a redução do número de esporos durante a semeadura, há menor possibilidade de ocorrência da ferrugem na fase de desenvolvimento, impactando a produtividade, além de permitir a redução do uso de fungicidas.

    Sob condições climáticas favoráveis, o fim do vazio sanitário dá início ao período de plantio da soja no território nacional. Para o calendário de 2022, os estados do Paraná e Rondônia deverão ser os primeiros sair do vazio-sanitário, no dia 10 de setembro. Outros importantes produtores de soja, como o Mato Grosso, e Mato Grosso do Sul estarão livres para o início do cultivo da oleaginosa a partir de 15 de setembro.

    Clima

    A maior preocupação é com o nível de chuvas, uma vez que, ao que tudo indica, o clima continuará sob influência do La Niña pelo terceiro ano consecutivo.

    O fenômeno climático tende a resultar em um clima mais seco no Sul, que penalizou a safra 21/22 da região. Contudo, o La Niña não significa necessariamente perdas de safra, a exemplo do resultado recorde alcançado no Rio Grande do Sul em 2020.

    Consumo de fertilizantes deverá ser 7,2% menor neste ano

    Diante do aumento dos custos e da piora das relações de troca aos agricultores ao longo dos preparativos para a safra de verão, o consumo de fertilizantes deverá ser menor em 2022, após atingir o recorde histórico de entregas no ano passado. As despesas com esses produtos cresceram até 60% para a soja e 85% para o milho, em relação à safra passada, impulsionadas por fatores como crises de oferta, aumento dos custos de produção e demanda recorde em 2021.