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    Tarcísio chama de “absurdo” norma ambiental aprovada pela União Europeia: “Protecionismo disfarçado”

    Pacto verde europeu prevê gradualmente zerar a aquisição de produtos provenientes de área de desmatamento, mas não diferencia áreas de desmatamento legais ou ilegais

    Críticas foram feitas durante participação do governador na abertura do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio
    Críticas foram feitas durante participação do governador na abertura do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio 02/09/2021REUTERS/Adriano Machado

    Bruno Luiz e Gabriela Brumatti, do Estadão Conteúdo

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou como “absurdo” a norma aprovada pela União Europeia que proíbe a venda de produtos oriundos de desmatamento em florestas.

    Para o governador, a medida é um “protecionismo disfarçado” e é baseada em uma “narrativa totalmente furada”.

    O pacto verde europeu prevê gradualmente zerar a aquisição de produtos provenientes de área de desmatamento, mas não diferencia áreas de desmatamento legais ou ilegais, algo que ocorre na legislação brasileira.

    “É um absurdo a discussão na União Europeia com relação ao regulamento para produtos livres de desmatamento. Trata-se de protecionismo disfarçado, ao arrepio da Organização Mundial do Comércio (OMC). Estão deixando a OMC de lado, tirando sua capacidade de arbitrar”, afirmou Tarcísio.

    As críticas foram feitas durante participação do governador na abertura do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, na manhã desta segunda-feira (7), em São Paulo.

    O governador defendeu, ainda, que o Brasil não pode “sucumbir” a essa regra.

    “Isso impõe um desafio gigantesco à nossa diplomacia. Não podemos sucumbir a uma regra que vai impor sanções aos nossos produtos em cima de uma narrativa totalmente furada”, enfatizou Tarcísio, para quem o agronegócio brasileiro é “extremamente sustentável”.