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    Threads, nova rede de Zuckeberg, pode ganhar espaço perdido do Twitter, diz Itaú

    Plataforma atingiu 1 milhão de usuários em 1 hora e, na análise do banco, tem potencial para aumentar a receita da Meta e o retorno para quem investe em suas ações

    Imagens do "Threads", nova rede social da Meta, na Apple Store.
    Imagens do "Threads", nova rede social da Meta, na Apple Store. Reprodução

    Juliana Eliasda CNN

    em São Paulo

    Com uma estreia meteórica e com direito a recordes, o Threads, nova rede social da Meta, a dona do Facebook, Whatsapp e Instagram, tem potencial para ganhar um pedaço do mercado perdido pelo Twitter nos últimos tempos e, ainda, ampliar um pouco a receita do grupo de mídia de Mark Zuckerberg.

    A magnitude e confirmação deste impacto e de seus retornos efetivos para os acionistas, porém, deverão ainda ser avaliados com o tempo.

    A avaliação é da equipe de análise econômica do Itaú, que, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (11), decidiu por publicar a sua visão a respeito do potencial financeiro da nova plataforma “dadas as várias questões e comentários” que recebeu dos clientes a respeito.

    As ações da Meta são negociadas na Nasdaq, em Nova York, e, no Brasil, os investidores podem aplicar no Facebook, pela B3, por meio das BDRs, que são réplicas de ações listadas no exterior.

    1 milhão de usuários em 1 hora

    O Threads, conforme descreveu a Meta, é um novo aplicativo de postagens em texto e conversas públicas – um modelo bastante similar ao do Twitter, rede com a qual Zuckerberg se posiciona para competir diretamente a partir de seu lançamento.

    O aplicativo foi lançado mundialmente na semana passada e quebrou todos os recordes da internet: recebeu dois milhões de inscritos em apenas duas horas de vida, conforme divulgou o próprio Zuckerberg.

    Isso significa que atingiu a marca simbólica do primeiro milhão de usuários em apenas uma hora, o que não se compara ao que nenhuma outra rede ou aplicativo já tinha conseguido antes.

    Até então, a plataforma mais rápida tinha sido o ChatGPT, que, lançado no ano passado, chegou a um milhão de usuários em cinco dias (ou 120 horas; 120 vezes o tempo do Threads).

    Ano de lançamento e tempo levado para que os principais serviços online atingissem 1 milhão de usuários:

    1. Threads (2023): 1 hora
    2. ChatGPT (2022): 5 dias
    3. Instagram (2010): 2,5 meses
    4. Spotfy (2008): 5 meses
    5. Dropbox (2008): 7 meses
    6. Facebook (2004): 10 meses
    7. Foursquare (2009): 13 meses
    8. Twitter (2006): 2 anos
    9. Airbnb (2008): 2,5 anos
    10. Kickstarter (2009): 2,5 anos
    11. Netflix (1999): 3,5 anos

    Os dados são da plataforma de dados Statista e foram compilados pelo Itaú.

    Mais “antigos”, o Instagram levou dois meses e meio para atingir a marca, o Facebook, 10 meses e, o Twitter, dois anos.

    Vácuo do Twiter

    “O Twitter, historicamente, tem sido uma das plataformas mais fracas em termos de anúncios digitais”, diz o Itaú em seu relatório.

    “Apesar de algumas melhoras desde que Elon Musk se tornou seu dono, o número de usuários ativos mensais e diários [do Twitter] vem caindo. Nesse sentido, a Meta tem uma oportunidade de capturar uma boa base como uma ferramenta potencialmente poderosa para a publicidade.”

    Receita maior para a Meta

    Nas estimativas do banco brasileiro, o Threads pode chegar a 250 milhões de usuários ativos mensais até o fim do ano.

    A métrica considera apenas os cadastrados que seguem acessando a rede, excluindo do cálculo as contas abertas e paradas.

    Considerada a receita média por usuário nesse mercado, isso significaria, diz o Itaú, um faturamento extra com publicidade de US$ 5,3 bilhões para a Meta como um todo, neste ano.

    É 4% mais do que o inicialmente estimado.

    Como este é o cenário conservador traçado pelo banco, o entendimento é que o número de usuários acessando frequentemente o Threads pode ser bem maior e bem mais rápido, e os impactos em crescimento e receita para a Meta “podem ser bem substanciais no longo prazo”, diz o relatório.

    Só o tempo dirá

    O Itaú explica que, apesar do otimismo inicial, não está mexendo, por ora, em suas recomendações de compra ou venda para as ações da Meta ou do Facebook.

    “Embora seja um grande começo, é importante reforçar aos investidores que há ainda um longo caminho pela frente até que o Threads se consolide”, escreveu o banco.

    “A jornada do Threads rumo a um sucesso sustentável ainda depende de diversos fatores, incluindo a retenção dos clientes, a melhoria contínua da plataforma e as reações tanto dos competidores quanto dos reguladores.”