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    Ucrânia capta R$ 1,4 bi com primeiros “bônus de guerra” para financiar militares

    Nessa primeira operação, o governo Zelensky tomou emprestado o dinheiro com a promessa de devolver o dinheiro em um ano com juro de 11% ao ano

    Fernando Nakagawada CNN

    O governo da Ucrânia apelou ao patriotismo dos investidores e emitiu os primeiros “bônus de guerra” para financiar as Forças Armadas. O Ministério da Economia de Volodymyr Zelensky ofereceu ao mercado e conseguiu levantar cerca de R$ 1,4 bilhão – ou 8,122 bilhões de hryvnias ucranianas – para financiar as atividades do governo em tempos de guerra. “Obrigado pela sua participação!”, agradeceu o Ministério nas redes sociais.

    “Em tempos de agressão militar da Federação Russa, o Ministério da Economia oferece aos cidadãos, empresas e investidores internacionais a possibilidade de apoiar o Orçamento da Ucrânia com o investimento em bônus governamentais militares”, explicou o Ministério antes do leilão que foi aberto aos pequenos investidores. Era possível investir a partir de 1.000 hryvnias ou cerca de R$ 170.

    Segundo o governo, o dinheiro vai ser usado “nas necessidades das Forças Armadas da Ucrânia e para assegurar a provisão ininterrupta das necessidades financeiras do Estado em guerra”.

    Nessa primeira operação, o governo Zelensky tomou emprestado o dinheiro com a promessa de devolver o dinheiro em um ano com juro de 11% ao ano. Mesmo em guerra, o juro é menor que o pago pelo Brasil. Para efeito de comparação, o título prefixado de prazo mais curto do Tesouro Direto vence em 2025 e paga 11,48% ao ano.

    A oferta dos primeiros bônus de guerra aconteceu no mesmo leilão em que o governo ucraniano tomou recursos em uma operação comum, de refinanciamento de curto prazo. Nessa, a demanda foi muito menor: só conseguiu R$ 3,5 milhões com juro de 10% ao ano.

    Os bônus de guerra – ou “War Bonds” – são lançados por governos em conflitos militares para financiar as Forças Armadas e a produção em tempos de guerra. Esses títulos de dívida ficaram famosos nos Estados Unidos, onde a propaganda do governo exaltava o patriotismo e vendia a ideia de que investir nesses papéis era quase um dever cívico.