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    UE aprova trégua com os EUA sobre tarifas de Trump

    Os Estados Unidos manterão suas tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, que também se aplicam às importações da China, Índia, Noruega, Rússia, Suíça

    Bloco pretende cortar emissões líquidas de gases de efeito estufa em 55% até 2030
    Bloco pretende cortar emissões líquidas de gases de efeito estufa em 55% até 2030 Foto: Pixabay

    Philip Blenkinsop,

    da Reuters

     A União Europeia aceitou uma trégua parcial com os Estados Unidos numa disputa envolvendo tarifas de metais impostas pelo ex-presidente Donald Trump, e em iniciar discussões sobre a supercapacidade global e as políticas de distorção do comércio da China.

    A Comissão Europeia, que supervisiona a política comercial da UE, disse nesta segunda-feira (17) que suspenderá o planejado aumento de tarifas de retaliação por até seis meses, que abarcariam produtos norte-americanos que vão desde batom a calçados esportivos e dobraria para 50% as taxas sobre uísque bourbon, motocicletas e barcos a motor, em 1 de junho.

    Em declaração conjunta, Bruxelas e Washington disseram que, como aliados, poderiam promover padrões elevados, abordar preocupações comuns “e responsabilizar países como a China que apoiam políticas que distorcem o comércio”.

    As discussões buscariam soluções antes do final do ano para a questão da supercapacidade global de aço e alumínio.

    Os Estados Unidos manterão suas tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, que também se aplicam às importações da China, Índia, Noruega, Rússia, Suíça e Turquia.

    O governo Trump citou razões de segurança nacional dos EUA como base para suas tarifas sobre metais – medidas pelas quais produtores de aço como a Thyssenkrupp e Voestalpine disseram ter sido afetados.

    A UE negou que suas exportações representem qualquer ameaça à segurança e respondeu colocando suas próprias tarifas em 2,8 bilhões de euros sobre produtos norte-americanos. Estes também seguirão em vigor.