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    Vacinação impulsiona viagens, mas custo é obstáculo; veja dicas para economizar

    Passagens aéreas tiveram o terceiro maior impacto no índice de preços de setembro, com alta de quase 30% ante agosto

    Foto: Stefan Cristian Cioata/Getty Images

    Amábyle Sandrida CNN

    Rio de Janeiro

    Enquanto a vacinação contra Covid-19 avança, muitas pessoas aproveitam para viajar. Nesse contexto, as companhias aéreas brasileiras registraram uma alta superior a 300% na procura por voos para os Estados Unidos depois que o país disse que vai liberar a entrada de pessoas com as duas doses do imunizante, a segundo Associação Brasileira de Agências de Viagens.

    A três meses da alta temporada, anúncios como esse têm feito muitos pensarem em quebrar o jejum de viagens imposto pela quarentena. No entanto, planejar o roteiro passa por um desafio extra: o custo. A escalada dos preços dos combustíveis e da energia elétrica tem encarecido muito o valor dos transportes e da estadia.

    As passagens aéreas, por exemplo, tiveram o terceiro maior impacto na prévia da inflação para setembro, com alta de quase 30% ante agosto.

    Nesse cenário, uma saída para quem quer viajar a cidades não tão distantes é optar por aluguel de carro.

    Apesar de pesarem menos no bolso na comparação com uma passagem de avião, vale ressaltar que as locadoras também têm repassado a inflação ao consumidor final. As tarifas aumentaram 4,63% de um mês para o outro acompanhando, principalmente, a gasolina, que já valorizou quase 40% em um ano.

    As diárias dos hotéis também estão mais caras. O cenário, segundo o economista Ricardo Macedo, está ligado à alta generalizada dos preços, que atingiu oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

    “A tarifa de energia elétrica elevada, por exemplo, acaba tendo custo repassado para o consumidor”, explica.

    Com deslocamento e hospedagem com cifras espantosas, Macedo prevê que o reflexo seja sentido, principalmente, pelas cidades menores. “O turismo local, em que você vai para cidades turísticas vizinhas, acaba comprometido. Você vai reduzir a dinâmica desse turismo”, avalia.

    Vontade de viajar em alta

    Na contramão do esperado com a alta de preços, o mês de setembro tem surpreendido as agências de turismo. Segundo um levantamento feito pela CNN com as três maiores agências do país, as vendas de pacotes para destinos nacionais aumentaram, em média, 50% nas últimas semanas.

    A demanda reprimida, apontada pelos especialistas como a causa do boom nas vendas, reverberou em todo o mercado. No caso da BWT Operadora, foram três meses seguidos de recorde de vendas. Em dez anos, a empresa só havia vendido mais pacotes em outubro de 2019.

    “Em agosto, superamos em 70% as vendas do nosso recorde. E setembro está indo no mesmo ritmo forte”, detalha o diretor-geral da operadora, Adonai Arruda Filho.

    Além do público sedento por viagens, o empresário acredita que a gama de produtos turísticos ofertado seja um dos fatores para o sucesso nessa retomada do setor. “Enquanto operadora, trabalhamos com todas as oportunidades. Buscamos destinos e períodos alternativos”, explica.

    Estratégias para economizar

    Destinos e períodos alternativos são, justamente, duas das dicas dadas pelo nômade digital Fernando Karnarski para economizar nas viagens.

    Viajante profissional, Fernando contabiliza 385 voos que, somados em quilometragem, equivalem a 21 voltas ao redor da circunferência da Terra.

    O especialista em Google Ads e Analytics fez uma lista para auxiliar a economizar no planejamento das férias.

    1- Flexibilize datas

    Ser flexível com datas pode ajudar muito. As passagens aéreas tendem a ser mais caras próximo a feriados, por exemplo. Também são geralmente muito caras nas segundas e sextas. Então, buscar alternativa de dias sempre pode trazer uma grande economia nas passagens.

    2- Esteja aberto a alternativas

    Se for possível, seja flexível com o destino. Para definir as viagens de férias, é importante ter três ou quatro opções de destinos e começar pesquisando a passagem.

    A diferença de preço entre os destinos pode fazer muita diferença. Além disso, vale ficar de olho em promoções para destinos que talvez não estivessem no seu radar, mas que podem ser interessantes e parecidos com seu objetivo (praia, natureza, cidade, parques, etc).

    3 – Use milhas

    Milhas podem ser uma ótima opção para baixar os custos da passagem. Os programas de milhas brasileiros das principais companhias oferecem opção de comprar passagem com milhas + dinheiro.

    Ou seja, se você juntar milhas, mas mesmo assim não tiver o suficiente para pagar a passagem toda, pode fazer a combinação para baixar os custos, desde que o valor com milhas tenha um desconto interessante.

    4 – Fique atento a promoções

    Cadastre-se nos sites das companhias aéreas para ficar por dentro das promoções. É muito comum surgirem promoções no fim de semana ou de madrugada.

    5 – Compre com antecedência

    Quanto mais próximo da partida, mais caras as passagens aéreas ficam, então comprar entre três meses e um mês da viagem geralmente é a melhor opção para conseguir bons preços.

    6 – Compare preços

    Consulte sites de comparação preços. Sites como o Google Flights, Kayak e Momondo têm diversas ferramentas que mostram as melhores passagens em um período estabelecido e até sugerem aeroportos e datas alternativas para chegar no melhor preço.

    Além disso, muitos têm ferramenta de alerta, que avisa quando o preço das passagens monitoradas cai.

    7- Leve bagagem menor

    Economize na franquia de bagagem. Para viagens curtas, vale poupar no tamanho da mala e evitar pagar taxa de despacho.

    Assim, você leva menos coisas e aproveita a franquia de bagagem permitida na cabine que é de 10 kg para a maioria das companhias aéreas.