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    Vale estima produção de 310 mi de toneladas de minério de ferro em 2022

    Num horizonte mais longo, matéria-prima deve registrar volumes maiores, conforme projeções

    Juliana Garçon e Beth Moreira, do Estadão Conteúdo

    A produção de minério de ferro da mineradora Vale, no ano que vem, deve se manter em linha com os níveis atuais, entre 310 e 320 milhões de toneladas. Para este ano, a estimativa é fechar em 310 milhões de toneladas.

    Para pelotas e briquetes deve aumentar, de 33 milhões de toneladas, em 2022, para a faixa entre 36 e 40 milhões de toneladas, em 2023. As informações foram arquivadas nesta quarta-feira (7) pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Já a produção de níquel deve cair de cerca de 180 milhões de toneladas, neste ano, para algo entre 160 e 175 milhões de toneladas. A de cobre sai de 260 milhões de toneladas para 335 a 370 milhões de toneladas. Os dois metais básicos são uma importante aposta da companhia para os próximos anos.

    Num horizonte mais longo, o minério de ferro deve registrar volumes maiores, conforme as projeções. Em 2026, a mineradora deve produzir entre 340 e 360 milhões de toneladas, seguindo para números acima deste teto (360 milhões de toneladas) a partir de 2030.

    Da mesma forma, pelotas e briquetes também deve ter crescimento acentuado dos volumes a partir de 2026, quando a Vale espera entregar entre 50 e 55 milhões de toneladas. A partir de 2030, a produção deve ficar na casa de 100 milhões de toneladas.

    Para os metais básicos, a expectativa também é de avanço mais acentuado: 230 a 245 milhões de toneladas para o níquel e 390 a 420 milhões de toneladas para o cobre em 2026. A partir de 2030, o níquel deve ficar acima de 300 milhões de toneladas e o cobre, em torno de 900 milhões de toneladas.

    Custo all-in

    A mineradora Vale projeta uma redução no custo all-in do minério de ferro de US$ 49 por tonelada neste ano para US$ 47 no ano que vem e US$ 42 em 2026.

    Para o custo caixa C1, a expectativa é de alta, de US$ 19,5 por tonelada em 2022 para de US$ 20 a US$ 21 por tonelada em 2023. As informações foram arquivadas nesta quarta-feira (7) pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Para o níquel, o custo all-in deve se manter em US$ 13 mil neste ano e no próximo, recuando para US$ 10 mil em 2026.

    No caso o cobre, a redução já começa no ano que vem, com a cifra fechando em US$ 4 mil neste ano, US$ 3.200 no ano que vem e US$ 2.600 em 2026.

    Para o fluxo de caixa livre em 2026, a Vale informa sensibilidade variando de US$ 5,7 bilhões até US$ 12,4 bilhões, dependendo dos preços dos minérios.

    As premissas se apoiam em preço médio anual de US$ 90 a US$ 110 para o minério de ferro, US$ 20 mil a US$ 24 mil para o níquel e US$ 7,5 mil a US$ 10,5 mil para o cobre.