Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Vendas de alimentos crescem 8% em julho na comparação anual, aponta pesquisa

    Maiores quedas mensais nos preços vieram de produtos hortifrutigranjeiros como tomate, batata e cebola, que sofreram com impactos climáticos

    Mathias Broteroda CNN

    em São Paulo

    Uma pesquisa mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), divulgada nesta quinta-feira (8), aponta que em julho, o consumo de alimentos nos lares dos brasileiros aumentou 8,02%, em relação ao mesmo mês do ano passado.

    Em comparação com junho deste ano, o aumento foi de 7,75%. Em 2022, o consumo nos lares acumula alta de 2,57%.

    De acordo com o levantamento, o preço médio de alimentos em supermercados cresceu 0,63%. A variação do indicador é a menor de 2022.

    As maiores quedas mensais nos preços vieram de produtos hortifrutigranjeiros, que sofreram com impactos climáticos. Dentre eles, tomate (-23,68%), batata (-16,62%) e cebola (-5,55%).

    O levantamento detectou ainda queda de preços em produtos básicos como óleo de soja (-2,41%), que pelo segundo mês consecutivo apresentou retração, do feijão (-1,69%) e arroz (-0,60%).

    Já os produtos lácteos apresentaram alguns dos maiores aumentos de preços, em julho. O leite longa, por exemplo, teve alta de 25,46%.

    Derivados do produto também ficaram mais caros, como leite em pó (+5,36%), queijo muçarela (+5,28%), queijo prato (+5,18%).

    A associação lista diferentes razões para a manutenção do consumo de alimentos em lares brasileiros, como a queda nos valores de itens que tinham apresentado altas em meses anteriores, por causa de fatores climáticos, sazonais e das variações nos valores das commodoties.

    Além disso, a Abras reforça que houve existência de cinco finais de semana em julho, em relação aos quatro de junho, o que contribuiu para um maior número idas ao ponto de venda.

    A associação prevê ainda uma tendência de crescimento no consumo no segundo semestre, diante da possível queda da inflação, do crescimento de empregos e de recursos injetados na economia brasileira.

    A Abras cita, por exemplo, a liberação de recursos do pacote de benefícios, aprovado pelo Congresso Nacional, chamado por parlamentares da oposição de “PEC Kamikaze”.

    Cesta básica

    De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, em julho, o valor médio da cesta nacional, composta por 35 itens como alimentos, bebidas, carnes e produtos de limpeza, beleza e de higiene pessoal, passou de R$ 773,44 para R$ 778,32.

    O aumento foi puxado por altas registradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na contramão, os preços das cestas apresentaram quedas no Norte e no Nordeste.